Novidade que vem por aí

A Rede Click vai trazer muitas novidades. Você vai poder enviar notícias através do VCnoClick, anunciar gratuitamente seus produtos e serviços no Click Classificados e concorrer a prêmios com o Click Vantagens.

Deixe seu contato e seja um dos primeiros a ser avisado quando a Rede Click entrar no ar!

Por favor insira um e-mail válido
Contato registrado com sucesso!

Brasil

Editoria sobre Brasil ir para editoria →

Relações internacionais

Collor investe em aproximação com a Coreia do Norte

Ex-presidente visitou o país entre o final de abril e o início de maio

O Brasil mantém relações diplomáticas com a Coreia do Norte desde 2001 e é o único país das Américas a ter embaixadas em Seul e em Pyongyang. (Foto: Reprodução)

Por

O ano é 1989, no último debate presidencial entre os candidatos Fernando Collor de Mello (PRN) e Lula (PT). "Vamos dar um não definitivo à bagunça, à baderna, ao caos, à intolerância, à intransigência, ao totalitarismo, à bandeira vermelha", diz Collor, que viria a ser eleito. "Vamos cantar o hino nacional, não a internacional comunista".

Passaram-se 29 anos e o senador pelo Partido Trabalhista Cristão -nova roupagem da sigla pela qual foi presidente-, além de ser pré-candidato novamente ao Planalto, capitaneia no Congresso a aproximação entre o Brasil e o regime comunista da Coreia do Norte.

Vestido com um terno Mao (assim nomeado por causa de Mao Tsé-tung) similar aos que ficaram popularizados como uniforme do líder supremo Kim Jong-un, o ex-presidente posou em 2018 ao lado do presidente do Parlamento norte-coreano, Kim Yong-nam, e do senador Pedro Chaves (PSC-MS).

Ambos os parlamentares visitaram a Coreia do Norte em missão oficial do Senado entre o final de abril e o início de maio, mesmo período em que ocorreu o histórico encontro entre o líder do norte e o presidente do sul, Moon Jae-in.

Em fevereiro, Collor, que é presidente da comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, havia participado de almoço em homenagem ao que teria sido o 76º aniversário de Kim Jong-il, pai do atual ditador, que morreu em 2011.

A parceria inusitada levou à instalação de um grupo parlamentar de amizade entre os dois países no Senado em 7 de junho de 2018. A criação foi requerida por Collor, que ocupa uma das vice-presidências do colegiado, ao lado de Chaves.

A dupla, de partidos de direita - o senador sul-mato-grossense é da sigla que, até o início do ano abrigava o pré-candidato Jair Bolsonaro - tem uma parceira improvável: Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), presidente do grupo.

O Brasil mantém relações diplomáticas com a Coreia do Norte desde 2001 e é o único país das Américas a ter embaixadas em Seul e em Pyongyang.

Na instalação do grupo parlamentar, o ex-presidente cita seis pontos de aproximação, que incluem doação de livros brasileiros, a concessão de vistos a estudantes norte coreanos, e a aprovação de lei que estabelece cooperação entre os dois governos.

Segundo Chaves, isso poderia permitir que o Brasil tome a dianteira nas exportações para o país, que sofre sanções comerciais da ONU.

"O Collor teve uma atuação fundamental, eles respeitam muito ele lá", diz Chaves. Para ele, o alagoano está "totalmente empenhado" na melhoria das relações entre os dois países. "Uma vez presidente, sempre presidente por lá. O Collor é muito respeitado por eles, abriu muitas portas para nós."

Questionado sobre o estreitamento de relações com um regime comunista, Chaves contemporizou: "É um regime comunista, tudo pertence ao Estado, mas ele busca atender a população. De modo que eu vi que ela adora esse líder supremo", afirmou. "Eu sou meio contra isso, mas eles realmente adoram o baixinho lá, o gordinho, ele é muito simpático."

Ao instalar o grupo, o ex-presidente afirmou não ter "dúvida em relação aos bons propósitos" das lideranças do país sobre a declaração feita em conjunto ao vizinho do sul em que se comprometem com a desnuclearização da península.

Collor também criticou o presidente dos EUA, Donald Trump, que se encontrou recentemente com Kim, e outras potências que, segundo o senador, desrespeitam resoluções da ONU. De acordo com ele, não se pode descartar que Trump faça "alguma bobagem" em relação à questão nuclear que, diz, está sendo tratada com "sensibilidade e propósito" pelos coreanos.

Acompanhe mais notícias do ClickPB nas redes sociais:
 FacebookTwitterYoutube e Instagram
Entre em contato com a redação do ClickPB: 
Telefone: (83) 99624-4847
WhatsApp: (83) 99624-4847
E-mail: redacao@clickpb.com.br


Compartilhe:

Comentários (0)

Comentar

Destaque

ir para editoria →

Bombeiros da Bahia têm a primeira mulher tenente-coronel em 124 anos

Bruna Surfistinha rebate Bolsonaro: 'Deveria cuidar mais da moral da própria família

Homens sofrem queimaduras após explosão em apartamento na Zona Sul de Teresina

Gostaria que eu não precisasse fazer isso, diz Bolsonaro sobre liberar FGTS