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Dona da mais importante coleção de arte latino-americana mostra acervo

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Para quem tem uma fortuna estimada em US$ 4,2 bilhões (R$ 7 bilhões), em 2010, de acordo com a revista "Forbes", pode parecer estranho que a mansão de Patricia e Gustavo Cisneros, na República Dominicana, tenha as paredes vazias, especialmente porque o casal é conhecido por ter a mais importante coleção de arte latino-americana do mundo.

No entanto, a venezuelana Patricia Phelps Cisneros, 63, com medo que os furacões na região ameacem suas obras, sequer cogita em pendurar trabalhos, mesmo os mais baratos, nas paredes.

"Para mim não interessa se uma obra vale US$ 50 ou US$ 500 mil, é uma obra de um artista, saiu de sua alma", disse à Folha.

Cisneros esteve em São Paulo no fim do mês passado para acompanhar a abertura da exposição "Desenhar no Espaço", que permanece em cartaz até 30 de janeiro na Pinacoteca e reúne 80 obras de sua coleção. 

SOFÁ VELHO

Num momento que o colecionismo se torna, cada vez mais, fator de visibilidade social, Cisneros não é assídua no circo de aberturas de feiras e bienais.

"Eu não gosto", afirma.

Sua relação com arte dá-se, preferivelmente, diretamente na fonte.

"Um dos grandes prazeres do mundo é estar no sofá velho que o Waltercio Caldas tem no estúdio e ficar conversando com ele", afirma.

Há muitas décadas, Cisneros frequenta o Brasil, muitas vezes ciceroneada pelo curador Paulo Herkenhoff, seu "grande mentor em arte", e que ela tornou o primeiro curador de arte latino-americana do Museu de Arte de Nova York (MoMA), entre 1999 e 2002.

O cargo agora pertence ao venezuelano Luis Perez-Oramas, que era o curador da Fundação Cisneros.

"Um dia, o Glenn Lowry [diretor do MoMA] me ligou e disse que precisava ter uma reunião comigo. Claro que liberei o Luis, ele é um excelente curador", diz.

RESPONSABILIDADE

O colecionismo, contudo, não surgiu de uma projeto específico.

Nos anos 1970, a então dona de casa apenas comprava obras para decorar sua casa, até que um dia, já na década seguinte, um jornalista europeu a procurou para falar de sua coleção.

"Palavra de honra, até então não tinha me dado conta que eu tinha uma coleção", recorda-se.

"Depois dessa ligação, ao prazer de colecionar se juntou a responsabilidade. Isso porque uma coisa é comprar uma obra e pronto. Outra é cuidar dela, assegurar que ela tenha condições de preservação corretas", diz ela agora.

Assim, Cisneros tornou-se uma espécie de missionária da arte latino-americana.

Sua Fundação tem dezenas de projetos em todo mundo, que já chegaram a existir simultaneamente nos dois polos do planeta: na Lapônia (Finlândia) e abaixo da Patagônia, numa estação militar argentina.

Pode parecer estranho que, com tanta influência, ainda não exista um museu Patricia Cisneros, mas a colecionadora, que vive entre Caracas, Madri e Nova York, diz não gostar da ideia.

"O mais importante é poder fazer circular 300 obras, em um só ano, por muitos museus", diz.

Depois de quase um hora de conversa, ela, então, termina a entrevista com uma síntese de sua ideia de colecionismo.

"Nós consideramos que estamos cuidando das obras, quase todas passaram pela nossa casa, mas o que digo é que estamos cuidando delas porque elas pertencem ao mundo." 


Folha Online

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