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Equipe de Bolsonaro contrata ex-ministro do TSE como advogado para eleição

Carvalho Neto disse que encontrará o presidente quando ele retornar da Rússia, onde está para encontro bilateral com Vladimir Putin.

Tarcisio Vieira de Carvalho Neto, ex-ministro do TSE - (Foto: Roberto Jayme - 15.ago.18/TSE)

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) — O PL contratou o ex-ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Tarcísio Vieira de Carvalho Neto para atuar na campanha do presidente Jair Bolsonaro. O acordo foi feito nesta terça-feira (15) e confirmado à Folha por Carvalho Neto.

"Nesta tarde, foi sacramentada a contratação do nosso escritório para atuar na campanha eleitoral do presidente Jair Bolsonaro", disse o ex-ministro.

"Estamos muito honrados com a confiança depositada em nosso trabalho e esperamos dar cabo dos desafios que se avizinham", completou.

Enquanto a candidatura de Bolsonaro não for oficializada pela convenção do partido, o que deve ocorrer entre julho e agosto, de acordo com o calendário eleitoral, o escritório é contratado inicialmente pelo partido.

Carvalho Neto disse que encontrará o presidente quando ele retornar da Rússia, onde está para encontro bilateral com Vladimir Putin.

Também atuarão na campanha de reeleição do presidente os sócios do ex-ministro, Caroline Maria Vieira Lacerda e Eduardo Augusto Vieira de Carvalho Neto.

O agora advogado de Bolsonaro já conhece o presidente, porque foi reconduzido por ele para mais um mandato de dois anos na corte eleitoral em 2019.

Até hoje, a advogada Karina Kufa é quem atua em ações de Bolsonaro na Justiça Eleitoral.

Auxiliares do presidente comemoraram a contratação de um ex-integrante da corte eleitoral, uma vez que Bolsonaro precisará de boa interlocução com o TSE.

O chefe do Executivo faz constantes críticas às urnas eletrônicas. Além disso, no final de janeiro, a Polícia Federal concluiu que houve crime do presidente em sua atuação no vazamento de dados sigilosos de investigação de suposto ataque ao sistema do TSE.

A investigação foi aberta após o presidente divulgar o inquérito em live realizada no dia 4 de agosto. Bolsonaro nega que o caso fosse sigiloso.

Em outra frente, o presidente e seus aliados estão preocupados com o cerco contra o Telegram, aplicativo de mensagens amplamente utilizado pela militância bolsonarista.

A ferramenta entrou na mira do TSE, que passou a discutir a possibilidade de banimento do aplicativo. O aplicativo é alvo do TSE e está na mira de ao menos duas apurações, uma na Polícia Federal e outra no Ministério Público Federal.

Como mostrou a coluna Painel, investigadores na esfera cível e criminal que atuam em apurações sobre disseminação de fake news, discurso de ódio e desinformação não veem muita saída além do bloqueio do Telegram no Brasil.

No final de janeiro, o presidente chamou o cerco ao aplicativo de covardia e indicou estudar medidas.

Em conversa no Palácio da Alvorada, um apoiador o questionou: "E o Telegram?" Bolsonaro respondeu, sem entrar em detalhes sobre o que seria a covardia e quais seriam os seus autores: "É uma covardia o que estão querendo fazer com o Brasil".

Uma apoiadora completou a frase: "[É uma covardia] cortar a nossa comunicação". O chefe do Executivo diz que não vai responder ao comentário. "A gente está tratando disso", encerrou o assunto. O governo, até o momento, não tomou nenhuma medida quanto ao aplicativo.

Ao longo de 2021, o TSE, assim como o STF, foi alvo de seguidos ataques de Bolsonaro nas semanas anteriores aos atos de raiz golpista do 7 de Setembro. O presidente acusou, sem provas, fraude nas urnas eletrônicas e chegou a fazer ameaças às eleições de 2022.

Depois do feriado da Independência, porém, em meio à crise institucional, Bolsonaro divulgou uma nota na qual recuou. Ele afirmou que não teve "nenhuma intenção de agredir quaisquer dos Poderes" e atribuiu palavras "contundentes" anteriores ao "calor do momento".

Aquela mudança de tom de Bolsonaro, porém, apesar de elogiada pelos presidentes do Senado e da Câmara, sempre foi vista com ceticismo, em especial pelos magistrados do Supremo. Nos últimos dias, o presidente interrompeu a trégua e voltou a questionar a confiabilidade do sistema eleitoral.

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