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Governador afirma que decisão final sobre Ano Novo no Rio é dele e do prefeito

Cláudio Castro não confirmou cancelamento do Réveillon e defendeu festas particulares; declaração acontece três dias depois de o prefeito Eduardo Paes anunciar que a celebração tradicional da virada não vai acontecer.

Dados de 3 das principais agências de viagens brasileiras indicam que Rio de Janeiro é o destino nacional mais procurado para o Réveillon (Foto: Divulgação/Riotur (1.jan.2020))

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Diante da especulação a respeito de como será a virada do ano no Rio de Janeiro, o governador Cláudio Castro não quis definir a situação, reafirmou que a questão ainda será discutida com os comitês científicos, mas que a decisão final é dele e do prefeito Eduardo Paes. A declaração foi dada nessa terça-feira (7), em um evento que aconteceu no centro da cidade.

De acordo com o governador, uma reunião do comitê científico do estado “vazou” e isso teria motivado a decisão do prefeito do Rio, Eduardo Paes, de ir a público cancelar a celebração na capital fluminense.

“Infelizmente vazou a informação de que o comitê científico do estado estaria preocupado com a nova variante. Uma preocupação principalmente pela falta de informação a respeito dela, que o mundo inteiro não tem, não por outras questões. Depois disso, no sábado, o prefeito acabou tomando essa decisão. Esperei baixar a temperatura e liguei para ele”, explicou.

Castro reafirmou que os técnicos auxiliam e orientam, mas quem decide é ele e o prefeito, e garantiu que depois de um encontro nesta segunda-feria (6) os dois estão mais alinhados.

“Ontem alinhamos o que achávamos e cada um vai agora conversar com o seu comitê para validarmos os pontos”, reforçou.

O governador se colocou, ainda, a favor de festas particulares com regras sanitárias estipuladas por cada município.

Existe, também, a possibilidade de um esquema especial de transporte para o dia 31 de dezembro e a proibição de estacionamento na orla a fim de evitar aglomerações.

Prefeito e governador parecem concordar com pelo menos uma questão: a realização da queima de fogos em Copacabana e em outros pontos centrais da cidade.

Eduardo Paes foi para as redes sociais afirmar que pediu pessoalmente ao governador para levar essa possibilidade em consideração. Castro garantiu que acha viável.

A reunião em conjunto que estava programada para essa semana não deve mais acontecer. O governador afirmou que cada um vai discutir separadamente com os seus respectivos comitês e depois devem tornar pública uma decisão.

Até o momento, pelo menos 23 capitais brasileiras e o DF já cancelaram as festas de ano novo. A medida é, principalmente, por conta da preocupação da variante Ômicron, que foi detectada em vários países, inclusive no Brasil.

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