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Governador descarta possibilidade de lockdown em Manaus após aumento de casos da Covid-19

Pandemia 'ainda preocupa, mas o cenário atual não se compara ao quadro dos meses de abril e maio', diz. Fechamento total foi recomendado por pesquisador da Fiocruz.

Ônibus lotado e desrespeito ao isolamento social durante pandemia do novo coronavírus. — (Foto: Rebeca Beatriz G1 AM)

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O governador do Amazonas, Wilson Lima, descartou, em vídeo divulgado nas redes sociais nesta terça-feira (29), a possibilidade de um lockdown — bloqueio total de circulação de pessoas — em Manaus em razão da pandemia do novo coronavírus.

Segundo Wilson, a pandemia "ainda preocupa, mas o cenário atual não se compara ao quadro dos meses de abril e maio", quando o estado viveu o pico da doença.

“Nem passa pela minha cabeça a possibilidade de lockdown, de fechar tudo aqui no estado. Nós conseguimos avançar muito, o Amazonas é referência hoje no combate à Covid-19. Fomos o primeiro estado a liberar as aulas do Ensino Médio, e amanhã, quarta-feira, dia 30 de setembro, nós estaremos retornando as aulas do Ensino Fundamental”, disse o governador.

Manaus tem mais de 50 mil pessoas infectadas e mais de 2,5 mil mortes pelo novo coronavírus desde o início da pandemia e começou a flexibilizar o isolamento social em junho, quando houve uma redução dos casos. A capital foi a primeira a registrar colapso no sistema de saúde e funerário.

O pronunciamento do governador foi em resposta a estudos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que apontaram que Manaus vive uma segunda onda de casos da Covid-19. O epidemiologista e autor do estudo, Jesem Orellana, afirma que somente a adoção de lockdown pode conter a circulação do vírus.

Na segunda (29), o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, também propôs ao governador que seja decretado lockdown na capital por período mínimo de duas semanas.

Aumento de casos

Dados da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas apontam para um aumento de 12% no número de casos de Covid-19 na comparação entre as últimas duas semanas de setembro em Manaus.

Conforme o governo, o aumento é registrado na comparação entre as Semanas Epidemiológicas 38 (entre os dias 14 e 18 de setembro) e 39 (entre 21 e 25 de setembro). Apesar do aumento na capital, a FVS-AM registra estabilidade de número de casos de Covid-19 em todo o estado.

Quanto aos óbitos, desde a Semana Epidemiológica 34 (16 a 22 de agosto) até esta segunda-feira (28), o número vem se se mantendo na média de 40 mortes por semana. Nas últimas duas semanas, ainda conforme o órgão, observou-se a redução de 15% no número de óbitos por Covid-19 em Manaus.

Em média, o Amazonas confirmou 10 novas mortes por dia na última semana – variação de 29% em relação à média de 14 dias antes.

O governo já havia apontado, também, o aumento no número de internações pela doença, principal na rede privada. A ocupação dos leitos de UTI do sistema particular chegou a 70% nas últimas semanas. O governo descartou que a cidade viva uma segunda onda da doença.

Da flexibilização ao fechamento no AM

Quatro meses após flexibilizar a quarentena, o Governo voltou a adotar medidas de restrição para impedir a circulação da Covid-19. Dentre as mudanças, decretadas no dia 24, bares e balneários no estado voltaram a ser proibidos de atender ao público.

O Amazonas viveu a primeira onda de Covid-19 entre os meses de abril e maio, quando o sistema público de saúde da capital entrou em colapso. Na época, o número de mortes em Manaus ficou mais de 100% acima da média histórica.

No dia 1º de junho, o governo começou a flexibilizar a quarentena, considerando a queda no número de internações por Covid-19. O decreto permitiu o retorno do comércio não essencial, por meio de quatro ciclos.

O quatro ciclo, iniciado em 6 de julho, incluiu autorização para funcionamento de bares e flutuantes. A partir do dia 27 de julho, também foi permitida a abertura de atividades de lazer, esporte e cultura no estado.

As escolas de Manaus foram as primeiras do País a reabrirem as portas. As unidades da rede privada voltaram no dia 6 de julho, e escolas da rede estadual de ensino voltaram com as aulas presenciais para o ensino médio, apenas na capital, em agosto.

Com a flexibilização da quarentena, Manaus passou a ter dias e noites com registros de aglomerações em diversos pontos. Bares foram flagrados descumprindo medidas de proteção e 150 foram fechados por conta disso, até terça-feira (22).

O Complexo Turístico da Ponta Negra também registrou aglomeração intensa de pessoas após a reabertura. O local foi o primeiro a ter a abertura suspensa, no dia 18 deste mês.

No dia 11, em coletiva de imprensa, o governo informou que registrou "desaceleração" na redução dos casos em Manaus, e apontou que aglomerações eram responsáveis pelo aumento de casos. A rede privada de saúde registrou alta no número de internações.

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