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Laudo afirma que menina Raíssa foi estuprada antes de ser morta

As informações constam no laudo necroscópico feito pela Polícia Científica e pelo Instituto Médico Legal, ao qual a reportagem teve acesso.

Um adolescente de 12 anos permanece internado acusado pelo crime, que ele confessou, segundo a polícia. (Foto: Reprodução)

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A menina Raíssa Eloá Capareli Dadona, 9 anos, encontrada morta amarrada em uma árvore em 29 de setembro na zona norte da capital paulista, foi estuprada antes de ser assassinada por estrangulamento. 

As informações constam no laudo necroscópico feito pela Polícia Científica e pelo Instituto Médico Legal, ao qual a reportagem teve acesso. Um adolescente de 12 anos permanece internado acusado pelo crime, que ele confessou, segundo a polícia. 

Segundo o documento, concluído no último dia 11, Raíssa morreu em decorrência de asfixia mecânica, por obstrução das vias respiratórias, enforcamento e sufocação direta - ela ficou sem respirar após ter o pescoço pressionado.

Além disso, a perícia também encontrou sêmen na vítima. Peritos concluíram também que um objeto foi introduzido na menina. 

O laudo necroscópico ainda atesta que o corpo de Raíssa apresentava lesões em todo o corpo decorrentes de mais de um tipo de instrumento contundente, de diferentes gravidades, resultantes de espancamento, indicando "sofrimento aplicado à vítima nos momentos que antecederam a morte", diz trecho do documento.

O laudo diz também que não foram encontradas "lesões típicas de defesa", indicando que a menina apanhou sem tentar ou conseguir se defender. 

LEIA MAIS: Garoto diz em depoimento que brincou com menina antes de matá-la

Os peritos ainda aguardam os resultados de exames de "pesquisa de espermatozoide" do material que foi coletado no corpo de Raíssa. Eles podem ajudar a identificar a pessoa que abusou sexualmente da criança.

O crime Antes de ser encontrada morta, Raíssa estava com sua mãe em uma festa no CEU (Centro de Educação Unificada) Anhanguera, na região de Perus (zona norte), quando desapareceu. Seu corpo foi encontrado cerca de uma hora depois amarrado em uma árvore no parque Anhanguera. 

Imagens de uma câmera de monitoramento mostram Raíssa e o adolescente, que foi apreendido, caminhando de mãos dadas momentos antes de a menina ser assassinada. Em depoimento, segundo a polícia, o menor afirmou que brincou com a menina antes de matá-la. A polícia investiga se o menor foi ajudado por outra pessoa a realizar o crime. 

O delegado Luiz Eduardo Marturano afirmou no mês passado que o menor, após brincar com a menina, a agrediu com socos no rosto. "Depois ele disse que a empurrou para uma árvore, a amarrou [na região do pescoço] e a agrediu novamente", afirmou o policial na ocasião.

Ele acrescentou que a menina estava consciente quando foi amarrada com um tipo de fio. E que voltou a ser espancada, desta vez com um pedaço de madeira. O objeto, no entanto, não foi localizado. Após as agressões, Raíssa foi asfixiada e enforcada. 

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