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MTST e frente Povo Sem Medo ocupam prédio da Bolsa de Valores de SP em protesto contra a fome

Na base do processo, afirmam, estão as políticas do governo Jair Bolsonaro.

A ideia é a de fazer uma manifestação simbólica para evidenciar a gravidade do problema da fome no Brasil atualmente, que ocorre de maneira simultânea ao enriquecimento dos estratos mais ricos do país, dizem os organizadores. (Foto: Reprodução)

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) — Manifestantes do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) e da frente Povo Sem Medo ocuparam o edifício-sede da Bolsa de Valores de São Paulo (B3), na região central da capital, no início da tarde desta quinta-feira (23), em um protesto contra a fome.

A ideia é a de fazer uma manifestação simbólica para evidenciar a gravidade do problema da fome no Brasil atualmente, que ocorre de maneira simultânea ao enriquecimento dos estratos mais ricos do país, dizem os organizadores. Na base do processo, afirmam, estão as políticas do governo Jair Bolsonaro.

"Estamos acompanhando a situação calamitosa do país, 19 milhões de pessoas passando fome, 15 milhões de desempregados, inflação nos produtos básicos, na gasolina, no butijão de gás. Do outro lado, tivemos a duplicação do número de bilionários no país. Gente que recebe dinheiro de maneira fácil, não investe no crescimento do país. Isso decorre da política de Bolsonaro de privilegiar o setor financeiro às custas da miséria do povo. Isso é o que viemos denunciar ", afirma Felipe Vono, coordenador do MTST.

Segundo ele, o mote mais geral do protesto é "tá caro, a culpa é do Bolsonaro". Vono afirma que é um ato simbólico, pacífico, no qual apresentaram um jogral e também um manifesto com as motivações da intervenção. A ideia é deixar o edifício em breve.

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