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Parece que Maia quer afundar a economia para ferrar o governo, diz Bolsonaro a empresários

"Tem gente que não é do governo, que tá dentro da outra Casa, que não quer resolver o assunto, parece que fizeram acordo com a esquerda", declarou Bolsonaro

"Agora, de acordo para quem o comando da Câmara dá a relatoria, ele já sinaliza que não quer resolver nada. Parece que quer afundar a economia para ferrar o governo e para talvez tirar um proveito político lá na frente", acrescentou. (Foto: Reprodução)

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente Jair Bolsonaro atacou nesta quinta-feira (14) o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o criticou por entregar a relatoria da MP (Medida Provisória) da redução de salários e jornadas para o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) e disse que o parlamentar parece querer "ferrar o governo".

"Entregar a MP da flexibilização para o PCdoB é para não resolver. Tem gente que não é do governo, que tá dentro da outra Casa, que não quer resolver o assunto, parece que fizeram acordo com a esquerda", declarou o mandatário durante uma videoconferência com empresários.

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Sem citar Maia uma única vez, Bolsonaro disparou estocadas contra o presidente da Câmara.

"Agora, de acordo para quem o comando da Câmara dá a relatoria, ele já sinaliza que não quer resolver nada. Parece que quer afundar a economia para ferrar o governo e para talvez tirar um proveito político lá na frente", acrescentou.

Editada pelo governo, a MP autoriza a celebração de acordos entre patrões e trabalhadores durante a pandemia do novo coronavírus. Com a permissão de que vencimentos e carga horária sejam cortados durante o período, o governo argumenta que postos de trabalho serão mantidos durante a fase mais crítica da crise.
Maia, por sua vez, entregou a relatoria da medida a Orlando Silva.

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"Não dá pra fazer acordo com a esquerda. Nós sabemos qual é a linha da esquerda, uma linha sindical. É uma linha realmente que não está voltada para o desenvolvimento", afirmou Bolsonaro.

Maia é hoje o principal antagonista de Bolsonaro no Legislativo.

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Nesta quinta, Bolsonaro também se queixou de a MP 910, que facilita a regularização fundiária no país, não ter avançando no Congresso. O texto perde a validade na próxima terça (19).

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