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Retirada de corpos de acidente no interior de São Paulo leva cerca de seis horas

A capitão Aline Camargo, porta-voz da PM, afirmou ao jornal Folha de S. Paulo que o último corpo foi retirado do ônibus por volta das 12h.

Eles foram transportados em um caminhão frigorífico, conforme a oficial disse à reportagem. De acordo com os bombeiros, 14 pessoas foram socorridas a hospitais. (Foto: Reprodução)

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) — O resgate dos corpos do acidente que provocou a morte de ao menos 41 pessoas na manhã desta quarta-feira (25), na altura do km 171 da rodovia Alfredo de Oliveira Carvalho, região de Taquarituba (328 km de SP), levou quase seis horas para ser realizado. No local, um ônibus bateu em um caminhão por volta das 6h30.

A capitão Aline Camargo, porta-voz da PM, afirmou ao jornal Folha de S. Paulo que o último corpo foi retirado do ônibus por volta das 12h. Eles foram transportados em um caminhão frigorífico, conforme a oficial disse à reportagem. De acordo com os bombeiros, 14 pessoas foram socorridas a hospitais.

Segundo a oficial da PM, a pista onde ocorreu o acidente conta com uma faixa contínua simples, que supostamente teria sido ultrapassada pelo ônibus, provocando o acidente com um caminhão que, de acordo com ela, transportava esterco, no sentido oposto.

O coletivo levava trabalhadores de Taquarituba até uma indústria têxtil, em Taguaí (347 km de SP).

"Pela dinâmica preliminarmente observada dá a entender que o coletivo entrou na faixa onde o caminhão trafegava [no sentido oposto,] por motivos ainda a serem esclarecidos", afirmou a PM, por telefone.

Segundo a capitão, após a comunicação do acidente, cerca de 50 policiais militares foram para o local, inclusive da região de Sorocaba (99 km de SP), muitos levados pelo helicóptero Águia, da PM. Bombeiros e policiais militares rodoviários também estão na rodovia.

"Os bombeiros analisaram o cenário do acidente para prestar socorro às vítimas mais graves [primeiramente]. A avaliação foi feita para constatar quem precisava de socorro imediato, fazendo remoção do local. Também foram avaliados riscos de vazamentos e incêndios", acrescentou a porta-voz da PM.

O trecho onde ocorreu a colisão estava bloqueado até a publicação desta reportagem, ainda de acordo com a oficial, por causa do acidente e também em virtude da carga de esterco que se espalhou pela pista.

Policiais irão ainda nesta tarde aos hospitais da região para identificar as vítimas sobreviventes e colher os depoimentos daqueles que tiverem condições para isso.
Vítimas feridas foram levadas a um hospital de Taquarituba (328 km de SP) e uma para Taguaí (347 km de SP), o estado de saúde delas não havia sido informado até a publicação deste texto.

O caso será investigado pela central de Polícia Judiciária de Taquarituba.

Uma força-tarefa já foi montada pelo governo estadual para identificar e liberar os mais de 41 mortos no a acidente entre um caminhão e o ônibus. Do total de mortes, 37 ocorreram no local do acidente e o restante em hospitais da região, segundo a PM.

A SSP (Secretaria da Segurança Pública), gestão João Doria (PSDB), acionou postos do IML (Instituto Médico Legal) de Avaré, Botucatu e Itapetininga, todas na região onde ocorreu o acidente, para auxiliarem no atendimento "ao grande número de óbitos", segundo a pasta.

"Foi solicitada perícia para o local e as vítimas sobreviventes estão sendo socorridas a hospitais da região. A ocorrência está em andamento e outros detalhes serão passados ao término dos trabalhos", diz trecho de nota do governo estadual.

A gestão estadual também determinou a ida do coordenador da Defesa Civil do Estado, Coronel Walter Nyakas Júnior, e os secretários de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, e de Saúde, Jean Gorinchteyn, até a região de Taquarituba para prestar solidariedade às vítimas e aos familiares, além de coordenar os trabalhos em hospitais e para a liberação dos corpos.

Os representantes do governo também irão contribuir para o início das apurações sobre as causas do acidente.

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