Novidade que vem por aí

A Rede Click vai trazer muitas novidades. Você vai poder enviar notícias através do VCnoClick, anunciar gratuitamente seus produtos e serviços no Click Classificados e concorrer a prêmios com o Click Vantagens.

Deixe seu contato e seja um dos primeiros a ser avisado quando a Rede Click entrar no ar!

Por favor insira um e-mail válido
Contato registrado com sucesso!

Brasil

Editoria sobre Brasil ir para editoria →

Voltou atrás

São João de Caruaru agora nega censura a artistas e culpa burocracia de edital

Antes da publicação da nota, o presidente da Fundação de Cultura de Caruaru, Rubens Júnior, disse ao Marco Zero, um coletivo de jornalismo independente do Recife, que não enxerga a cláusula do edital como censura.

A festa, que começa em 4 de junho e vai até 2 de julho, deverá contar com presença do presidente Jair Bolsonaro. (Foto: Reprodução)

Por

RIBEIRÃO PRETO, SP (FOLHAPRESS) - A Prefeitura de Caruaru, cidade localizada a 136 quilômetros do Recife, publicou uma nota no Instagram negando que haverá censura contra manifestações políticas dos artistas que se apresentarão no São João.

A nota foi publicada no início da tarde desta sexta-feira (20), depois do jornal Folha de S.Paulo ter noticiado que o edital de contratação dos artistas dizia que qualquer atração "que expresse conteúdo político de qualquer natureza" não seria contratada e que o descumprimento da cláusula poderia levar à suspensão de cachês.

A festa, que começa em 4 de junho e vai até 2 de julho, deverá contar com presença do presidente Jair Bolsonaro, de acordo o prefeito Rodrigo Pinheiro, do PSDB. Também participará o ex-ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, que faz parte da Brucelose, um grupo de forró.

"O texto do edital, mal redigido, foi pensado por burocratas que buscavam evitar a politização de um evento que tem como finalidade o entretenimento, a valorização da cultura e a celebração religiosa das festas de junho. Nosso compromisso é absoluto e irrestrito com a liberdade de expressão, essencial para assegurar a continuidade do processo democrático. Não haverá qualquer tipo de pena para quem se livre manifestar durante o evento", diz a nota.

Antes da publicação da nota, o presidente da Fundação de Cultura de Caruaru, Rubens Júnior, disse ao Marco Zero, um coletivo de jornalismo independente do Recife, que não enxerga a cláusula do edital como censura.

"O que que a gente está contratando não é a posição política do artista. Se ele faz isso num teatro, as pessoas pagam para assistir ao show dele. Eu mesmo vou e bato palma quando é a meu favor e vaio quando é contra a minha posição política. Mas é um show privado. Um show com recursos públicos a gente tem que ter essas precauções."

"Eu tenho copatrocínio do governo federal, do governo estadual e a prefeitura banca a maior parte da festa. São três posições políticas diferentes. Como é que eu resolvo isso? Resolvo dizendo assim 'olha, não se fala em política, porque o show não é para manifestação individual. O show é para manifestação individual artística".

Além dos artistas locais, boa parte deles inscritos por meio do edital, devem se apresentar na festa Luan Santana, Mari Fernandez, Felipe Amorim, Dorgival Dantas e Bell Marques. As apresentações principais serão divididas em matinês nos dias 11, 23, 24, 25 e 26.

O imbróglio surge cerca de um mês e meio após Pabllo Vittar ter mostrado uma toalha com o rosto do ex-presidente Lula e feito um sinal de "L" com a mão no palco do Lollapalooza, festival de música que ocorreu no último fim de semana de março em São Paulo.

A equipe do presidente Jair Bolsonaro questionou a organização do festival. Seu partido, o PL, acionou o TSE por suposta propaganda eleitoral irregular no evento, alegando que a legislação só permite campanha política a partir de 16 de agosto.
O tribunal acatou parcialmente o pedido e determinou multa de R$ 50 mil para o festival se houvesse outras manifestações a favor ou contra qualquer candidato ou partido no Lollapalooza. A produtora do evento, T4F, entrou com recurso e manteve a liberdade de expressão dos artistas.


Compartilhe:

Comentários (0)

Comentar

Destaque

ir para editoria →

Funcionárias denunciam presidente da Caixa por assédio sexual

CPI do MEC: Líder do governo no Senado diz que vai ao STF caso comissão seja instalada

Brasil tem menor taxa de homicídios em dez anos, diz anuário

Para Queiroga, crianças estupradas devem ter direito de manter gravidez