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Violência

'Se não estivessem ali, ele teria me espancado até a morte', diz procuradora agredida em Registro

Prefeitura afastou procurador das funções com suspensão de salário. Demétrius de Macedo prestou depoimento e foi liberado.

"Ele veio para cima de mim e começou a me espancar no canto da parede, chutou muito a minha cabeça, chutou meu corpo inteiro", disse ela. (Foto: Reprodução)

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Machucada e traumatizada, a procuradora-geral do município de Registro, no Vale do Ribeira, Gabriela Samadello, de 39 anos, afirmou que, se não tivesse tido ajuda de mais pessoas ao ser agredida pelo colega e também procurador Demétrius de Macedo, poderia ter morrido com os golpes. "Acho que é uma coisa muito grave, se as pessoas não estivessem ali para me socorrer, fatalmente não estaria aí para contar essa história, ele teria me espancado até a morte."

As agressões ocorreram dentro de uma sala da prefeitura e imagens mostram a sequência de socos e chutes contra Gabriela Samadello, de 39 anos, que ficou com ferimentos, principalmente na cabeça. Outras mulheres tentaram segurar o agressor que trabalhava com Gabriela na procuradoria havia nove anos e era subordinado a ela desde o começo deste ano.

"Fui violentamente atingida por uma cotovelada na cabeça, fui arremessada contra a parede. Nisso, ele veio para cima de mim e começou a me espancar no canto da parede, chutou muito a minha cabeça, chutou meu corpo inteiro", disse ela. 

Gabriela acredita que Demetrius não aceitava ter uma mulher como chefe e afirma que recentemente havia aberto um processo contra ele por destratar uma funcionária da procuradoria. "Ele já havia hostilizado uma outra funcionária nossa, a gente tinha tido uma conversa a respeito disso, ele foi superagressivo, me expulsou da sala dele quando tentei conversar. Não sei se foi porque eu solicitei a apuração desses fatos."

A Prefeitura de Registro afastou o procurador das funções na terça-feira (21), com suspensão de pagamento do salário. O caso foi registrado na Delegacia da Mulher. Demétrius prestou depoimento e foi liberado. Ele alegou que estava sendo moralmente assediado, segundo a polícia. Ele vai responder por desacato e lesão corporal.

Mesmo com o procurador afastado do caso, Gabriela afirma que não se sente segura. "Estou traumatizada, com medo de sair de casa sozinha, me sentindo fragilizada, dolorida, tive muita dor de cabeça, dificuldade para me alimentar", diz. 

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