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Alfredo Soares

Empreendedor, especialista em vendas e marketing.

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Empreender no Brasil não é para amadores

O relatório mostrou o que todos nós, empresários, já sabemos: A burocracia e altas taxas empurram as micro e pequenas empresas para baixo.

Para os loucos e corajosos os próximos anos são promissores. (Foto: Reprodução/Exame)

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O Brasil sempre foi um dos países mais hostis para novos empreendedores. Isso não é uma opinião, mas um fato baseado no estudo do Doing Business Subnacional Brasil 2021, primeira pesquisa do ambiente de negócios nos 26 estados brasileiros e no Distrito Federal. O relatório mostrou o que todos nós, empresários, já sabemos: A burocracia e altas taxas empurram as micro e pequenas empresas para baixo. Atualmente elas representam 90% das firmas do país e são responsáveis por 30% do PIB.

Para se ter uma ideia do tamanho do problema: Para que os empresários brasileiros possam declarar impostos e contribuições sociais, é necessário que cumpram mais de 4.300 normas de diferentes esferas governamentais que tomam quase 1,5 mil horas das empresas anualmente. Isso coloca o Brasil na posição 124º em uma lista de 190 países empreendedores. A burocracia trava até mesmo a abertura de novos negócios. Em solo brasileiro essa iniciativa leva, em média, 80 dias, enquanto em países como a Nova Zelândia, levaria algumas horas.

O empresário também tem outro desafio: concorrer com a informalidade. Devido a pandemia, a taxa de trabalhadores informais chegou a 40% no trimestre até janeiro. são mais de 38,5 milhões de pessoas com esse perfil segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), apurada pelo IBGE. 

Por fim, mas não menos importante, temos os impostos. Eles são 12 divididos da seguinte forma: Imposto de Importação; Imposto de Exportação; Imposto de Renda e Proventos de Qualquer Natureza – IR; Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI; Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguros, ou Relativo a Títulos ou Valores Imobiliários; Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural – ITR; Imposto sobre a Transmissão Causa Mortis e doação, de Quaisquer Bens e Direitos; Imposto sobre Operações de Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação – ICMS; Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores – IPVA; Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana – IPTU; Imposto de Transmissão de Bens Imóveis – ITBI; e Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza – ISS. Sobreviver a eles é confiar em um horizonte de sucesso para a sua empresa.

QUAL É O FUTURO?        

Para os loucos e corajosos os próximos anos são promissores. O país vem crescendo em áreas importantes e oferecendo novas opções de negócios, sobretudo no ambiente digital. Também somos conhecidos por nossa resiliência e forte capacidade de adaptação, como aponta o relatório da Global Entrepreneurship Monitor (GEM) 2021, que indicou o desejo de empreender como o terceiro maior sonho dos brasileiros, perdendo somente para o sonho da casa própria e de viajar. A pesquisa revelou, ainda, que somos 43 milhões de empreendedores dispostos a criar um novo negócio para fazer a diferença no mundo. Já no ranking de empreendedorismo global, subimos do 7º lugar em 2020, para o 5º em 2021.

E você? Aceita encarar esse desafio?       

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