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Aline Lins

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Mesmo preso, cargo de assistente administrativo em Cabedelo rende a Leto R$ 43.129,44 em janeiro e fevereiro

Subsídios de prefeito foram suspensos em junho de 2018 e Leto renunciou ao cargo em outubro de 2018.

Leto foi preso em abril de 2018 e renunciou ao cargo de prefeito em outubro (Foto: Divulgação)

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O ex-prefeito de Cabedelo, Leto Viana, mesmo preso, recebeu já nos meses de janeiro e fevereiro deste ano um montante de R$ 43.129,44. O valor consta nos pagamentos de pessoal, segundo dados do Sistema Sagres do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba. Teriam sido pagos R$ 34.679,06 no mês de janeiro e R$ 8.450,38 em fevereiro. Mas não há informações a que se referem os pagamentos. 

O dado é no mínimo curioso, uma vez os pagamentos de subsídios ao ex-prefeito, que continua preso, foram suspensos em junho de 2018 por determinação do então prefeito interino, Vitor Hugo (hoje eleito nas eleições suplementares), e pelo fato de que Leto renunciou ao cargo de prefeito em outubro de 2018. Portanto, não são mais pagamentos de subsídios de prefeito. 

Os dados do Sagres apontam que os pagamentos seriam referentes ao cargo de servidor efetivo da administração municipal, de assistente administrativo, o qual ele naturalmente também não está mais exercendo, já que está preso desde abril do ano passado, quando foi deflagrada a Operação Xeque-Mate, da Polícia Federal e do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público da Paraíba, contra o esquema de corrupção envolvendo servidores, vereadores e o ex-prefeito de Cabedelo.  

Leto está no 5º Batalhão de Policia do bairro de Valentina Figueiredo, em João Pessoa, por decisão do desembargador do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) João Benedito da Silva.


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