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A DOR DA DIGNIDADE

            Em 2004 quando a cidade foi convidada a participar de um novo projeto político em prol do seu desenvolvimento, […]

            Em 2004 quando a cidade foi convidada a participar de um novo projeto político em prol do seu desenvolvimento, nunca se imaginava que uma armadilha estava sendo posta e que mais tarde serviria para ser referência ao mal que se implantou na Paraíba nos últimos tempos. Os anos se passaram e com eles a história de cada um que acreditava nesse projeto que, apesar de ter aparentemente começado bem, logo cairia no verdadeiro desequilíbrio da maquiavélica intenção de sua liderança maior. Alguns, mais observadores, começaram a perceber uma mudança de caráter assim que o prefeito Ricardo Coutinho assumiu em Janeiro de 2005. Outros ainda achavam que era apenas “um começo” e que tudo poderia ser um “choque de gestão” para depois alcançar a normalidade. Enganaram-se todos! Apesar de tudo, a prefeitura foi recheada de emendas parlamentares de antigos aliados que fez impulsionar o reconhecimento do gestor perante a população. Tudo uma mentira! As casas construídas em seu governo, as obras, praças e avenidas, o Estação Ciências, as alças da beira-rio, a duplicação da Pedro II, tudo, tudo com dinheiro do Plano de Aceleração do Governo, obra do Governo Federal ou emendas parlamentares de seus aliados. Nesse caso, quem governou essa cidade foi o PT com seus aliados e não o PSB. Não demorou muito para que esses mesmos aliados percebessem o quanto de maldade existia por trás de uma gestão que sempre pregou moralidade, transparência, honestidade e zelo por dinheiro público e, no entanto, por debaixo do pano, agia completamente diferente. Nunca se viu tantas falcatruas e desonestidade em um só governo. A contradição logo foi desmascarada, mas só veio se concretizar quando o ex-prefeito já era governador. O povo iludido e tartamudo agora padece com esse fardo difícil de ser carregado, enquanto o governo tenta mudar o foco e enganar mais uma vez a população sobre os reais motivos da desfiliação do atual prefeito Luciano Agra dos quadros do PSB. Não vou aqui alisar nem tão pouco defender quem até pouco tempo dava o sangue em defesa desse projeto, mas há de se convir que todos os ex-aliados passaram por situações semelhantes e embora demorassem a perceber o equívoco em que se meteram, dificilmente saíram intactos depois de suas determinações e conclusões.  

            No caso de Luciano Agra a situação é ainda mais dolorosa e constrangedora. Durante anos Agra defendeu esse projeto, assim como Nonato Bandeira, que hoje se vê traído e mal amado pela gestão socialista, acreditando ser um amigo e um companheiro de primeira hora capaz de apostar que nada poderia abalar sua cumplicidade e coerência. O problema é que Ricardo não se contenta apenas com a cumplicidade e para ele é importante que os companheiros de partido sigam sua orientação a risca sem jamais ser contraditado. Para ele não importa partidos ou amigos. Tudo é colocado na vala comum. Tanto faz para ele estar ao lado do PMDB e do PT como do PSDB, do DEM, ou seja lá de quem for. Isso prova que seu projeto foi unicamente pautado no “poder pelo poder”! Essa é a verdade! Seu discurso já não existe mais e há muito tempo a sua transparência é mera ficção. Não é o caso de Agra. 

            Depois de ser humilhado, pisoteado e escancaradamente pressionado, com direito a chacota e tudo mais, pelo atual governador, Agra foi obrigado a ser praticamente execrado do partido e “convidado” a abandonar a sua pretensão de ser o candidato natural a reeleição por força e vontade do “rei mal coroado”. E olha que ele tinha musculatura invejável com seus 80% de aprovação o que daria a chance concreta de ser reeleito prefeito da Capital até no primeiro turno.  Mas o “Rei” não quis arriscar preferindo investir em alguém mais largatixa a ele. Nesse caso o papel de subserviente que Agra por algum tempo assumiu chegou ao limite e não tem cristão desse planeta que agüente pressão, desmoralização e humilhação por tanto tempo. A saída de Agra do PSB não deixa de ser um ato digno e que vai marcar a história da política na Paraíba, mas é importante que a partir de agora ele marque uma posição sábia e coerente, caso contrário, não reproduzirá o efeito necessário para que não caia futuramente no ostracismo. Vamos observar sua postura!

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