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Fenômeno raro, jato gigante é registrado no céu em João Pessoa

O jato gigante se formou a partir de uma nuvem de tempestade próxima a Caicó, no estado do Rio Grande do Norte. Um vídeo enviado ao ClickPB mostra a aparição do fenômeno.

Os jatos gigantes são considerados como uma variação de jatos azuis que se desenvolveram mais intensamente, e evoluíram. (Foto: Divulgação/BRAMON)

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Um 'Gigantic Jet', ou jato gigante, como também pode ser chamado, foi registrado no céu em João Pessoa, na sexta-feira (17). Ele se formou a partir de uma nuvem de tempestade próxima a Caicó, no estado do Rio Grande do Norte. Um vídeo enviado ao ClickPB mostra a aparição do fenômeno.

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Segundo o astrônomo amador Marcelo Zurita confirmou ao ClickPB, esse é o segundo a ser registrado na Paraíba. Os jatos gigantes são tão raros que somente em 2017 foi feito o primeiro registro no Brasil, ocorrido no interior da Paraíba, em Taperoá, e registrado em Campina Grande.

O jato gigante foi gravado a partir de uma câmera experimental da BRAMON (Rede de Monitoramenteo de Meteoros) em João Pessoa, que monitora os céus 24 horas por dia em Full HD (alta resolução).

De acordo com informações de Diego Rhamon, membro da BRAMON, graduado em Meteorologia pela Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e mestrando no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) em Cachoeira Paulista, São Paulo, o jato gigante é o mais raro dos Eventos Luminosos Transientes (TLEs), que são fenômenos de curta duração que ocorrem acima das tempestades.

Ele explica que os TLEs são associados a descargas atmosféricas comuns, também conhecidas como raios, dentro das tempestades. Os TLEs mais comuns são os sprites, que também já foram registrados na Paraíba algumas vezes. Existem também outros TLEs, como elfos, halos, trolls, blue starters e jatos azuis.

Os jatos gigantes são considerados como uma variação de jatos azuis que se desenvolveram mais intensamente, e evoluíram. A teoria mais aceita é de que os jatos gigantes se formam entre duas regiões de cargas opostas em uma nuvem de tempestade, e daí disparam para a ionosfera, atingindo até 90 km de altitude, e formando, na sua parte mais alta, ramificações avermelhadas.



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