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Monark e Ferréz aderem ao Rumble para competir com o YouTube no Brasil

"É uma alternativa à cultura de cancelamento e de censura das big techs. Eu fui completamente censurado e desmonetizado [do YouTube], de forma desproporcional", afirma Monark.

Bruno Aiub, mais conhecido como Monark, e Reginaldo Ferreira da Silva, o Ferréz, (Foto: Reprodução)

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) — Bruno Aiub, mais conhecido como Monark, está de volta. A partir da próxima segunda (4), o youtuber passará a apresentar um novo podcast no Rumble, uma plataforma de vídeos na mesma linha do YouTube — mas que procura se diferenciar com a promessa de dar ampla liberdade aos que nele estão hospedados, evitando a remoção de conteúdo.

"É uma alternativa à cultura de cancelamento e de censura das big techs. Eu fui completamente censurado e desmonetizado [do YouTube], de forma desproporcional", afirma Monark.

Ele foi demitido do Flow Podcast em fevereiro depois de defender o direito de nazistas se organizarem em um partido reconhecido pela lei.

"Mesmo depois da minha saída, o Flow seguiu sendo punido. Cagaram para as pessoas que trabalhavam lá e tinham contas a pagar, aluguel. O YouTube tomou decisões covardes e injustas", segue Monark, que apresentará o podcast Monark Talk de três a cinco vezes por semana e diz já ter quatro entrevistas agendadas para os primeiros programas.

Lançado em 2013 pelo canadense Chris Pavlovski, o Rumble se descreve como favorável ao "livre discurso", mantém baixa moderação de conteúdo — e pretende entrar com força também no Brasil para competir com o YouTube.

Além do brasileiro Monark, a plataforma anunciará outra novidade: em abril, ela passará a abrigar o escritor Reginaldo Ferreira da Silva, o Ferréz. Ele deixou o YouTube há um mês e comandará um programa de entrevistas no novo endereço a partir do dia 8. Na estreia, vai entrevistar o rapper Jr.

"Eu estava insatisfeito. A gente fala uma palavra que eles [no YouTube] não gostam e já limitam o alcance dos nossos vídeos. Não pode falar a palavra pedofilia, por exemplo. Não pode falar a palavra chacina. Meu programa era ao vivo, não tinha editor. Os assuntos da periferia são pesados. Tinha problema o tempo todo. Fui desanimando", diz Ferréz.

O programa dele se chamará "Ferréz em Construção". "Vou entrevistar pessoas fora da zona de conforto delas, sobre assuntos que não dominam", revela.

"A promessa do Rumble para mim foi de liberdade total", segue o escritor.

Com as duas contratações, de personalidades de perfis políticos opostos — enquanto Monark é identificado como de direita, Ferréz milita na esquerda —, o Rumble pretende reforçar uma identidade pluralista.

A plataforma já recebeu volumosos recursos de investidores vinculados à direita conservadora dos EUA, e abriga estrelas radicais como o estrategista político Steve Bannon e o radialista Dan Bongino. O veículo estatal russo RT também migrou para o Rumble depois de seu noticiário no YouTube ser banido na Europa.

Por outro lado, a plataforma já abriga, entre outros considerados progressistas, o jornalista Glenn Greenwald, a congressista norte-americana Tulsi Gabbard, que apoiou Bernie Sanders, e o cinegrafista Matt Orfela, que trabalhou para a campanha de Sanders nas primárias do partido Democrata.

A negociação dos brasileiros com o Rumble, por sinal, foi intermediada por Glenn Greenwald.

Agora em casa nova, Monark afirma que tirou "algumas lições" do episódio em que defendeu o direito de existência de um partido nazista e acabou demitido.

"Eu tenho que entender que existe um pessoal que está só esperando que eu cometa um deslize para meter a faca com tudo. Preciso falar as coisas de forma inteligente para evitar isso. Preciso parar de beber a ponto de ficar bêbado no ar. Não parece ser uma boa ideia", diz.

"Estamos em um momento em que é difícil se comunicar. Existe uma intolerância muito grande e é preciso ter clareza na comunicação. No caso, eu fiz uma leitura da primeira emenda da Constituição americana [sobre liberdade de expressão]. E me comuniquei de forma errada", segue Monark.

Ele reafirma, no entanto, que errou.

"Mantenho meus pedidos de desculpas, porque defendi a ideia da primeira emenda de um jeito totalmente insensível. Fui interpretado de forma errada e causei um sentimento negativo em muitas pessoas", segue ele.

Monark diz que ficou muito abalado ao se desligar do Flow. Mas afirma que sempre teve "a certeza de que conseguiria um novo espaço. Não cometi nenhum crime. Fui punido de forma desproporcional".

Ele acredita que também o Flow sofreu consequências duras demais.

"A minha saída [do programa] foi muito difícil e traumatizante. Foram três anos de batalha [com os colegas do posdcast], trabalhando todos os dias, morando juntos. Isso deveria ter contado a favor deles. Mas o YouTube seguiu punindo o Flow mesmo quando eu já estava fora. Achei desproporcional e injusto. Foi uma punição não a mim, mas às 80 pessoas que estão lá e precisam trabalhar", afirma ele.

Monark diz que, no Rumble, pretende seguir atuando da mesma forma de sempre. E afirma não ter alinhamento ideológico.

"Eu sou ideologicamente independente. Não acredito na categorização das pessoas por caixas ideológicas. Dependendo dos assuntos, eu posso estar em caixas diferentes", finaliza.

Segundo dados divulgados pela própria empresa, o Rumble vem crescendo e atingiu a marca de 39 milhões de usuários em janeiro deste ano. O número, apesar de alto, ainda está distante do que considera seu principal concorrente, o YouTube, que tem dois bilhões de usuários mensais.

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