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Cultura

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Temporada 2022

Orquestra Sinfônica Jovem apresenta concerto com destaque para música descritiva e solo de trompa

O concerto terá regência do maestro Luiz Carlos Durier, regente titular e diretor artístico da Orquestra Jovem, e a participação do trompista Adriano Lima como solista.

A música que abre o concerto é a “Sinfonieta – 1957”, de Ernst Mahle, compositor e maestro alemão. (Foto: Reprodução/Assessoria)

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Composições de Camille Saint-Saens e Ernst Mahle estão no programa do 3º Concerto da Temporada 2022 da Orquestra Sinfônica Jovem da Paraíba, que acontece nesta quinta-feira (26), às 20h30, na Sala de Concertos Maestro José Siqueira, no Espaço Cultural, em João Pessoa. O concerto terá regência do maestro Luiz Carlos Durier, regente titular e diretor artístico da Orquestra Jovem, e a participação do trompista Adriano Lima como solista.

A exemplo dos concertos anteriores da temporada, a entrada é gratuita, mas para ter acesso à apresentação é necessário retirar o ingresso na bilheteria, a partir das 19h, e apresentar, na entrada, a carteira de vacinação de Covid-19, com o esquema vacinal completo. O limite do público será de acordo com o número de cadeiras da Sala de Concertos, atendendo decreto  publicado em 7 de abril no Diário Oficial do Estado, que permite a realização de eventos culturais com 100% da capacidade do local.

A música que abre o concerto é a “Sinfonieta – 1957”, de Ernst Mahle, compositor e maestro alemão, que veio para o Brasil em 1951, naturalizou-se brasileiro 11 anos depois e é membro da Academia Brasileira de Música. 

Neste concerto, serão executadas duas composições de Camille Saint-Saens, maestro e pianista francês da Era Romântica. A primeira é “Peça de Concerto, Op. 94”, que terá a participação do trompetista Adriano Lima. A outra, que vai encerrar o concerto, é  a “Suíte Algeriana para Orquestra, Op. 60 (Prelúdio, Rapsódia Mauresca, Sonho Noturno e Marcha Militar Francesa)”.

Mas antes do encerramento, a orquestra vai mostrar ainda as músicas “Dois Idílios Ingleses”, do compositor inglês, George Butterworth, e “Cortejo de Bacchus – Ballet Sylvia”, do francês Leo Delibes.

O maestro Durier falou sobre o repertório do concerto, iniciando pelas duas obras de Camille Saint-Saens. “Ele escreve muito bem para orquestras e boa parte do seu repertório se adequa muito bem para ser feito com orquestras sinfônicas jovens, que estão naquela fase de aprendizado, de aperfeiçoamento técnico e musical em relação aos seus respectivos instrumentos”, explicou.

“As duas obras de Saint-Saens são realmente muito bonitas”, disse o maestro. “Uma é uma peça de concerto para trompa, solista, e a outra é uma suíte algeriana que tem característica de música descritiva. É como se fosse uma viagem de um francês até a Argélia: a chegada, a convivência com as pessoas, a música popular, um café à noite. Então, esse trabalho de música descritiva inspira os jovens a estudarem e a tocarem bem”.

Durier destacou também a música de Ernst Mahle. “É um compositor alemão, naturalizado brasileiro, que veio para o Brasil na década de 1950. A família já tinha negócios no Brasil e ele foi o criador de uma grande escola de música, a Escola de Piracicaba, no Estado de São Paulo. Na preocupação também de favorecer os jovens, ele criou músicas para orquestras, conjuntos musicais de jovens e solistas jovens. Essa sinfonieta em particular foi uma das obras que eu toquei com a minha estreia na sinfônica jovem, em 1981, e sempre que posso, nós colocamos essa obra, que é muito interessante para orquestra, porque ela tem qualidades artísticas e emocionais excepcionais”.

Para o maestro, o destaque da noite seria a música de George Butterworth, ‘Dois Idílios Ingleses’. “Sempre que a gente prepara um repertório para Orquestra Sinfônica Jovem, nós temos que pensar na qualidade do trabalho, na beleza do trabalho e, principalmente, o que os jovens vão aprender.  No caso da música do inglês, vão aprender a construir texturas musicais que não são comuns em outras composições. São timbres musicais muito específicos, muito delicados, bastante sutis, que se aprende a fazer numa música como essa”, finalizou.

Para o trompista Adriano Lima, participar como solista da orquestra é um momento especial. “Não é todo dia que a gente tem uma orquestra à nossa disposição, do porte da Sinfônica Jovem da Paraíba, e a gente ter essa oportunidade é um privilégio sem tamanho para nós, músicos. A gente passou dois anos afastados da orquestra devido à pandemia e logo após esse retorno já ter oportunidade de solar com a orquestra é realmente muito gratificante, é como sair de um pesadelo e voltar para a nossa vida real”, observou.

O músico destacou a importância da “Peça de Concerto”, de Saint-Saens, que terá sua participação nesse concerto. “É um desafio muito grande para nós trompistas, sempre que tocamos um repertório da literatura do instrumento, da literatura tradicional da trompa. É um concerto muito conhecido pelo público, em especial, pelos trompistas. Isso traz uma enorme responsabilidade, porque a expectativa é muito grande sobre o concerto e a gente se sente muito motivado. O maestro sugeriu essa peça no início do ano, perguntou se eu toparia o desafio e eu prontamente aceitei. Espero que seja um bom concerto. Com certeza será!”, finalizou.

O solista       

Adriano Lima nasceu no Recife (PE) e é Bacharel em Trompa pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), sob orientação do Professor Mestre Cisneiro Andrade. Teve como primeiro professor o trompista Chromácio Leão, posteriormente estudou e desenvolveu seus estudos direcionados à trompa grave com o Professor Dr. Rinaldo Fonseca, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Atuou como trompista da Orquestra Sinfônica Jovem do Conservatório Pernambucano de Música nas temporadas entre 2009 e 2014, onde participou de montagens de óperas, como Don Giovanni, Pepita Gimenez e O Morcego junto à Companhia de Ópera do Recife (Core). Com a Orquestra Sinfônica da UFPE atuou como trompista na montagem da ópera Gianni Schicchi.

Adriano Lima participou como convidado da Orquestra Sinfônica Jovem de Pernambuco, sob a regência do maestro chileno Rafael Garcia,  e com ela  esteve em várias edições do Festival Internacional Virtuosi, Atuou também como convidado da Orquestra Bachiana Filarmônica, sob direção do maestro João Carlos Martins e com a Banda Sinfônica de Mogi das Cruzes.

Participou de masterclasses com professores renomados em eventos nacionais e internacionais, entre eles, Festival Internacional de Campos do Jordão, 48º International Horn Society, Encontros de Trompas promovidos pela Associação de Trompistas do Brasil (ATB), Festival de Bronces Resistência (Argentina), dentre outros.

Em masterclass, tocou para professores internacionais e nacionais, a exemplo de Will Sanders (HOL-ALE), José Sogorb (ESP), Nancy Joy (USA), Jessie Thowman (USA), Katy Wolly (ING), Saar Berger (ALE), Luiz Garcia (BRA), Adalto Soares (BRA), Radegundis Tavares (BRA) e Assen Angelov (BUL). Também tem atuado como professor em festivais, mostras e oficinas de trompa sendo alguns destes: Oficinas Pedagógicas na UERN, onde fica sediada a Orquestra Filarmônica Pauferrense, 1º Encontro Pedagógico de Bandas do IFPB e Festival de Metais de Belo Jardim (PE).

O trompista atuou como solista junto a Orquestra Sinfônica de Mogi das Cruzes e Orquestra Sinfônica Jovem da Paraíba. Atualmente, Adriano é trompista da Orquestra Sinfônica Municipal de João Pessoa, professor no Projeto de Bandas Escolares do Estado da Paraíba e atuou nas quatro últimas temporadas da Orquestra Sinfônica Jovem da Paraíba.

O regente       

O maestro Luiz Carlos Durier nasceu em João Pessoa. É o regente titular da Orquestra Jovem há 25 anos e, em setembro de 2013, foi nomeado diretor artístico e regente titular da OSPB. Seu trabalho direcionado para jovens músicos em formação tem reconhecimento em todo o Brasil. Sob sua batuta já se tornou tradição a Jovem apresentar estreias mundiais com excelente qualidade técnica e artística.

Na UFPB, concluiu o ensino superior de música nos cursos de Licenciatura e Bacharelado. Desde que chegou à Escola Estadual de Música Anthenor Navarro (EEMAN), em 1991, lidera atividades de educação musical ensinando: Musicalização, Viola e Música de Câmara e Regência. Como professor de regência participou das Semanas da Música na UFRN e IF Sertão – PE e como regente da Orquestra de Cordas da 29ª e 30ª Oficina de Música de Curitiba.

Na condição de regente convidado, Durier conduziu a Orquestra Sinfônica do Rio Grande do Norte, Orquestra Sinfônica do Estado de Sergipe, Orquestra Sinfônica da UFRN, Orquestra Criança Cidadã do Recife, Orquestra do Estado do Mato Grosso e Orquestra Sinfônica da Universidade Federal da Paraíba (OSUFPB), dentre outras.

Na sua formação como regente, foi aluno de Wolfgang Groth, Nelson Nuremberg, Guilhermo Scarabino e o maestro Osvaldo Ferreira. Participou de Master Class com os maestros Kurt Masur e Dante Anzolini. Ainda teve como mestres o maestro José Siqueira, José Alberto Kaplan, Iara Bernette, Violeta de Gainza, Guilhermo Campos e Horácio Schafer.

Durier conduziu a OSPB na gravação ao vivo do CD da cantora Marinês e sua Gente, e ainda do DVD Sivuca e os Músicos Paraibanos. Tem acompanhado com frequência, artistas populares com a OSPB e OSJPB, a exemplo de Ângela Rô Rô, Arnaldo Antunes, Tico Santa Cruz e Renato Rocha (Detonautas), Flávio José, Genival Lacerda, Alcione, Toninho Ferragutti, Geraldo Azevedo, Dominguinhos, Zélia Duncan, Zé Ramalho, Cátia de França, Nathalia Bellar e Chico César, sempre com grande sucesso de público e crítica. No ano de 2012, recebeu a Comenda de Honra ao Mérito do Rotary Internacional, pelo desempenho profissional frente a OSPB.

Serviço

Orquestra Sinfônica Jovem da Paraíba

3º Concerto Oficial da Temporada 2022

Dia: 26 de maio (quinta-feira)

Hora: 20h30

Local: Sala de Concertos Maestro José Siqueira

Solista: Adriano Lima (trompa)

Regência: Maestro Luiz Carlos Durier


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