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Paulo Gustavo iria protagonizar filme sobre Fofão da Augusta

Neste domingo (4), se completam dois meses da morte de Paulo Gustavo, aos 42 anos, em decorrência de complicações da Covid-19.

"Se aquele homem, que tinha chegado ao posto de maior humorista do Brasil, queria fazer o filme, ele tinha que fazer o filme." (Foto: Reprodução)

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) — O ator Paulo Gustavo faria seu primeiro papel dramático ao protagonizar um filme sobre a história do cabeleireiro Ricardo Corrêa, popularmente conhecido como Fofão da Augusta.

A notícia foi dada pelo jornalista Chico Felitti, responsável pelo perfil do Fofão, publicado no site do BuzzFeed Brasil, e autor do livro "Ricardo e Vânia" (2019), onde detalhou ainda mais o perfil de Corrêa.

Durante o nono episódio do podcast "Isso Está Acontecendo", publicado neste sábado (3), o jornalista fala sobre o legado do humorista Paulo Gustavo e a influência de sua carreira para profissionais LGBTQIA+ no Brasil. Neste domingo (4), se completam dois meses da morte de Paulo Gustavo, aos 42 anos, em decorrência de complicações da Covid-19.

"Eu não trabalho com comédia. Talvez eu trabalhe com a coisa mais distante de comédia que existe: o jornalismo", diz Felitti em seu podcast. "Mas o meu trabalho e o dele quase se cruzaram nos últimos anos".

Ele conta que, no fim de 2019, recebeu uma ligação comunicando que talvez a adaptação de "Ricardo e Vânia" para as telas já tivesse um protagonista. O humorista tinha lido o livro e estava interessado em interpretar em um filme que não fosse comédia. "Eu soube naquela ligação que, em uma reunião, Paulo Gustavo disse que já fazia um país inteiro rir. Agora queria mostrar que era capaz de fazer um país inteiro chorar", diz o jornalista. 

"Se aquele homem, que tinha chegado ao posto de maior humorista do Brasil, queria fazer o filme, ele tinha que fazer o filme."

O podcast, que é uma parceria do G1 com o Fantástico, está disponível no Spotify e convida os ouvintes a enviarem um áudio de WhatsApp falando como o comediante influenciou suas vidas e registrarem suas memórias. "Eu conto essa história só para ilustrar o tanto de coisa que uma das maiores estrelas do Brasil ainda tinha para fazer. A gente nunca vai conseguir contar quantos 'quase' ele deixou para trás, em uma morte que poderia ser evitada."

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