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Bovespa tem forte alta após Bolsonaro divulgar 'Declaração à Nação'

Nesta quinta-feira, o principal índice da bolsa de valores subiu 1,72%, a 115.361 pontos.

O dólar teve forte queda. A moeda norte-americana recuou 1,96%, vendida a R$ 5,2233. (Foto: Reprodução)

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O principal índice de ações da bolsa de valores de São Paulo, a B3, passou a opera em alta nesta quinta-feira (9), depois de o presidente Jair Bolsonaro divulgar uma 'Declaração à Nação' e afirmar que não teve 'intenção de agredir' poderes.

O Ibovespa subiu 1,72%, a 115.361 pontos. Na mínima do dia, o índice acumulava 112.435 pontos. Veja mais cotações.

O dólar teve forte queda. A moeda norte-americana recuou 1,96%, vendida a R$ 5,2233.

No dia anterior, o Ibovespa teve queda de 3,78%, a 113.413 pontos. Com o resultado de hoje, o Ibovespa passou a acumular recuo de 4,52% no mês e perda de 4,71% no ano.

Cenário

O Ibovespa deu um salto na tarde desta quinta-feira, quando o presidente Jair Bolsonaro publicou um texto intitulado "Declaração à Nação" com recuo das ameaças golpistas feitas nas manifestações do 7 de Setembro. Protestos contra e a favor do governo marcaram o feriado da Independência no Brasil.

Bolsonaro diz, no texto divulgado nesta quinta, que "as pessoas que exercem o poder, não têm o direito de 'esticar a corda', a ponto de prejudicar a vida dos brasileiros e sua economia" e afirma que nunca teve "intenção de agredir quaisquer dos poderes". Leia aqui a íntegra da carta.

A divulgação da declaração foi um conselho a Bolsonaro do ex-presidente Michel Temer. Na manhã desta quinta, Bolsonaro mandou um avião para São Paulo, a fim de buscar o ex-presidente para um almoço no qual discutiram a crise institucional. Temer orientou Bolsonaro a divulgar um "manifesto de pacificação".

Os atos aconteceram na última terça-feira em meio a embates de Bolsonaro com os ministros do STF Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, que também é presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em sua fala, Bolsonaro fez ameaças golpistas, voltou a atacar o sistema eleitoral brasileiro, outros integrantes do STF e governadores e prefeitos que tomaram medidas de combate ao coronavírus.

"Dizer a vocês, que qualquer decisão do senhor Alexandre de Moraes, esse presidente não mais cumprirá. A paciência do nosso povo já se esgotou, ele tem tempo ainda de pedir o seu boné e ir cuidar da sua vida. Ele, para nós, não existe mais", disse.

As ameaças de Bolsonaro foram repudiadas por governadores e parlamentares, com aumento de apoio a um possível impeachment do presidente. O presidente da Câmara, Arthur Lira, defendeu a "pacificação" entre os poderes e disse que o país tem compromisso "inadiável" com as urnas eletrônicas em 3 de outubro de 2022, ao se referir às eleições do ano que vem.

O ministro Luiz Fux, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), foi mais duro e afirmou que "ninguém fechará" a Corte e que o desprezo a decisões judiciais por parte de chefe de qualquer poder configura crime de responsabilidade.

O contexto turbulento fez o Ibovespa ter queda de quase 4%, maior recuo diário desde o dia 8 de março.

Nesta quinta-feira, a bolsa vinha em queda, com o mercado monitorando o movimento de caminhoneiros e bloqueios de estradas pelo país pelo segundo dia consecutivo. Bolsonaro se reuniu nesta quinta em Brasília com representantes de um grupo de caminhoneiros para demovê-los da paralisação, após ele mesmo estimular os protestos, em meio aos atos antidemocráticos de 7 de Setembro.

A equipe econômica e o próprio Palácio do Planalto estão preocupados com o risco de o movimento aumentar e causar problemas para a economia. O próprio presidente fez esse alerta em áudio enviado a caminhoneiros na noite de quarta.

Economistas ouvidos pelo G1 disseram que as consequências da paralisação dos caminhoneiros ainda são incertas, porque pairam dúvidas sobre o alcance do impacto na cadeia de distribuição, mas há preocupação com a cadeia de distribuição e efeitos na inflação, como aconteceu na greve da categoria em 2018.

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