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Crise

Empresas de ônibus de Campina Grande anunciam demissões de 200 funcionários e falência do setor

Durante a pandemia, apenas 55% da frota está circulando e setor tem transportado apenas 30% dos passageiros que costumava ter.

Apenas 55% da frota está circulando em Campina Grande (Foto: Reprodução)

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Empresas do setor de transporte público de Campina Grande poderão encerrar suas atividades nos próximos dias e demitir centenas de trabalhadores. É o que afirma o diretor institucional do Sindicato que representa as empresas do Serviço de Transporte Público de Passageiros por Ônibus do Município (Sitrans), Anchieta Bernardino. As empresas que integram os consórcios Santa Maria e Santa Verônica devem demitir 200 profissionais até o final deste mês.

Anchieta Bernardino explicou ao ClickPB que o sistema de transporte público de Campina Grande já vinha ''capengando'' desde antes da pandemia, mas com o isolamento social e a parada das atividades, tudo piorou. No início do isolamento social, os ônibus param de circular e depois as atividades foram retomadas aos poucos, com a frota reduzida. Atualmente, 55% da frota está circulando, para transportar apenas 30% dos passageiros previstos, sendo que 35% deles têm direito à gratuidade das passagens.

Segundo Anchieta Bernardino, as empresas estão endividadas e, nos últimos 60 dias, veem conversando com fornecedores e bancos visando rever pagamentos, renegociar empréstimos e financiamentos de veículos. “Mas todo esse esforço não tem sido suficiente para garantir a sobrevivência das empresas”, afirma Anchieta, lembrando que as despesas fixas com pessoal e impostos representam cerca de 50% do custo das empresas. Ele contou que as empresas não estão conseguindo pagar os funcionários em dia e que, pelas dívidas, os veículos vão começar a ser tomados.

O diretor do Sitrans afirmou ainda, que em outros municípios, o setor de transportes foi socorrido pelo poder público, recebendo subsídios para continuar funcionando, e que essa ajuda já foi solicitada à Prefeitura de Campina Grande, mas não houve resposta positiva. “Se não houver essa ajuda urgente, haverá o colapso total do sistema em 60 dias”, disse.

O que diz a prefeitura - O superintendente de Trânsito e Transportes Públicos de Campina Grande, Félix Neto, afirmou estar ciente da situação e destacou que o setor de transporte público está enfrentando dificuldades em todo o país.

Segundo ele, no início da pandemia, o número de passageiros caiu de 100 mil para 14 a 20 mil por dia logo que a circulação de ônibus foi retomada. Com o aumento da frota para 55%, o número de passageiros aumentou para 32 mil por dia.

Félix Neto afirmou que a STTP e a Prefeitura de Campina Grande estão preocupadas com a situação e que é possível que uma reunião com as empresas seja marcada para esta terça-feira (4).

Segundo ele, a prefeitura não quer que ocorram demissões, mas não tem condições de fornecer um subsídio da forma que as empresas pedem. Félix Neto espera que o Sitrans e a prefeitura possam chegar em um acordo que satisfaça a todos dentro das possibilidades da prefeitura, já que, segundo ele, o subsídio da forma que as empresas estão pedindo é impossível.

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