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Economia

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Segundo CNI

Faturamento da indústria cresce em maio, mas continua muito abaixo dos níveis pré-pandemia

Com adesão ao programa do governo de redução de jornada e salário, as companhias reduziram o valor pago aos seus funcionários.

O faturamento e as horas trabalhadas no setor avançaram na relação mensal de abril com maio e a ociosidade das empresas também caiu. (Foto: Reprodução)

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Depois de atingir os piores índices em abril, a atividade industrial apresentou um respiro no mês de maio, segundo dados divulgados pela CNI (Confederação Nacional de Indústria) nesta segunda-feira (6).

O faturamento e as horas trabalhadas no setor avançaram na relação mensal de abril com maio e a ociosidade das empresas também caiu. Os números, no entanto, ainda ficaram muito abaixo do registrado no período anterior à paralisação causada para conter a propagação do coronavírus.

"Já vemos melhora, ainda que sobre uma base muito fraca. Só que isso não garante que [a retomada] virá numa velocidade rápida", disse Marcelo Azevedo, economista da CNI.

No caso do faturamento, houve um crescimento de 11,4% na relação entre o quarto e o quinto mês de 2020. Foi a maior alta do segmento nesse recorte mensal desde junho de 2018, quando as receitas das empresas cresceram 28,6% numa reação à paralisação dos caminhoneiros ocorrida em maio daquele ano.

Mesmo o faturamento operando no azul ainda em meio à pandemia, o resultado está 18,2% inferior ao que se tinha em fevereiro. Além disso, a receita real do setor no acumulado de janeiro a maio é 8,1% inferior ao registrado em igual período de 2019.
Em relação às horas trabalhadas, houve um avanço de 6,6% na relação abril e maio, o maior da série. Apesar disso, o total trabalhado ainda é 15,8% inferior ao que havia em fevereiro e, no acumulado do ano, a queda é de 9,1% na comparação com o mesmo período de 2019.

A ociosidade também deu um respiro e caiu. Em abril, a utilização da capacidade instalada fechou pela primeira vez abaixo dos 70%. Em maio, o percentual continua abaixo dessa risca, com 69,6%, mas numa alta de 2,6 pontos percentuais, interrompendo o movimento de queda dos últimos dois meses. Em fevereiro, a utilização das indústrias superava 75%.

Se os três dados acima deram algum sinal de expectativa, o emprego continuou amargando o cenário da crise da pandemia. Na sua quarta retração consecutiva, as vagas na indústria continuaram fechando, ainda que de modo desacelerado, com um recuo de 0,8% em maio.

Como os cortes de vagas estão diminuindo, o acerto de indenizações para os demitidos também deixa de ser contabilizado no rendimento real pago aos trabalhadores no mês, segundo explica Azevedo. Com isso, o valor pago a eles caiu 6,5% na relação abril e maio.

Mas não é só isso que explica esse movimento de queda de rendimento. Com adesão ao programa do governo de redução de jornada e salário, as companhias reduziram o valor pago aos seus funcionários.

Na avaliação de Azevedo, ainda é cedo para saber em que ritmo a retomada virá e se ela não será interrompida pela pandemia. Os dados a serem divulgados no próximo mês, no entanto, devem manter algum otimismo.

"No mês de junho deveremos ter continuidade nisso que vemos agora, segundo os indicadores que temos de vendas, cartão de crédito e mesmo com os dados de notas fiscais", afirmou.



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