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Indústria sofre com a falta e alto custo das matérias-primas no segundo trimestre

Sondagem Industrial mostra, ainda, que emprego completa um ano sem queda, além de alta na utilização da capacidade instalada e na intenção de investimento.

A intenção de investimento aumentou 1,6 ponto em relação a junho, alcançando 58,6 pontos. (Foto: Reprodução)

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O principal problema das indústrias no segundo trimestre de 2021 foi a falta e o alto custo das matérias-primas. De acordo com a pesquisa Sondagem Industrial, da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Os efeitos da pandemia da Covid-19 têm impactado a oferta de insumos para o setor industrial, problema mencionado por 68,3% das indústrias. Em seguida, a elevada carga tributária (34,9%) e a taxa de câmbio (23,2%) estão entre os principais entraves enfrentados pela indústria brasileira.

A Sondagem Industrial também mostra aumento nos preços das matérias-primas, mesmo que em um ritmo mais lento. O índice caiu no trimestre, mas permanece acima da linha de 50 pontos e está entre os maiores da série com 74,1 pontos.

O gerente de Análise Econômica, Marcelo Azevedo, explica que a combinação de estoques limitados e atividade aquecida são fatores para que a falta e alto custo de matérias-primas permaneçam como o principal problema enfrentado pela indústria no trimestre. “Os dados mostram que os estoques voltaram a cair, e novamente estão se afastando do nível planejado pelas empresas”, ressalta.

Em junho, o indicador de estoque efetivo em relação ao planejado pelas empresas registrou 48,7 pontos, ficando abaixo da linha de 50 pontos que indica que os estoques estão alinhados ao planejado pelas empresas. A distância para o planejado foi maior em junho se comparado aos meses de abril e maio, quando os índices foram de 49,6 e 49,2 pontos, respectivamente.

Emprego estável

O indicador de número de empregados na indústria subiu para 52 pontos no mês de junho e completou um ano sem mostrar queda do emprego industrial. Pelo segundo mês consecutivo, o número de empregados está acima da linha de 50 pontos, ou seja, mostra alta do emprego. A produção industrial também cresceu pelo segundo mês consecutivo. O índice ficou em 52,0 pontos. Os índices variam de 0 a 100, com linha de corte em 50 pontos; os dados acima desse valor indicam crescimento na comparação com o mês anterior e abaixo, queda.

Além disso, a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) alcançou 71% em junho, crescimento de um ponto percentual em relação a maio. Esse percentual é o mais alto para o mês de junho desde 2013.

Otimismo

O otimismo dos empresários industriais em relação aos próximos meses manteve o crescimento em julho. O índice de expectativa de demanda aumentou 1,1 ponto em relação a junho, alcançando 61 pontos. Esse é o maior valor para o mês de julho desde 2011, quando o índice era de 61,8 pontos. O índice de expectativa de exportação teve um crescimento de 0,5 ponto, passando de 54,9 pontos para 55,4 pontos entre junho e julho.

A intenção de investimento aumentou 1,6 ponto em relação a junho, alcançando 58,6 pontos. O indicador apresenta recuperação após a queda que ocorreu em fevereiro e março deste ano, mas ainda não recuperou o patamar de janeiro, quando o índice foi de 59,9.

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