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Taxa de desemprego na Paraíba entre julho e setembro sobe para 16,8% e é a maior desde 2012, aponta IBGE

Taxa de desocupação na Paraíba no 3º trimestre é a terceira menor do Nordeste e ficou abaixo da média da região (17,9%), embora seja maior que a média nacional,e a 10ª maior do país.

Cerca de 250 mil pessoas estavam desocupadas na Paraíba no terceiro trimestre; taxa avançou para 16,8%. (Foto: Pixabay/Imagem ilustrativa)

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A taxa de desemprego na Paraíba aumentou de 12,8%, no segundo trimestre deste ano, para 16,8%, no terceiro trimestre, e alcançou o maior resultado da série histórica do estado, iniciada em 2012. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD C) Trimestral, divulgada nesta sexta-feira (27), pelo IBGE. O levantamento enviado ao ClickPB também mostra que o desemprego na Paraíba é maior que o da média nacional, que ficou em 14,6% no período avaliado, e é a 10ª maior do país.

Ainda conforme dados obtidos pelo ClickPB, a taxa de desocupação na Paraíba no terceiro trimestre é a terceira menor do Nordeste e ficou abaixo da média da região (17,9%).

Esse avanço registrado na taxa de desocupação estadual, de quatro pontos percentuais (p.p.), frente ao trimestre anterior, foi o maior do país, assim como o constatado em relação ao terceiro trimestre de 2019 (5,6 p.p.), período em que a taxa havia sido de 11,2%. Nessa última comparação, o aumento no estado foi igual ao verificado em Sergipe.

O total de desocupados no estado – que no 2º trimestre era de 189 mil pessoas, mesmo número registrado no 3º trimestre do ano anterior – saltou para 251 mil, representando um crescimento de 32% no contingente. Por outro lado, a quantidade de pessoas ocupadas diminuiu cerca de 3,6%, passando de 1,288 milhão de pessoas para 1,241 milhão. O levantamento considera como desocupados aqueles que estavam sem trabalhar, mas tomaram alguma providência para conseguir uma ocupação, no período de referência de 30 dias.

Segundo a analista nacional da pesquisa, Adriana Beringuy, o aumento na taxa de desemprego reflete a flexibilização das medidas de isolamento social para controle da pandemia de Covid-19. “Houve maior pressão sobre o mercado de trabalho no terceiro trimestre. Em abril e maio, as medidas de distanciamento social ainda influenciavam a decisão das pessoas de não procurarem trabalho. Com o relaxamento dessas medidas, começamos a perceber um maior contingente de pessoas em busca de uma ocupação”, explica.

Já a taxa de informalidade na Paraíba foi a 3ª menor do Nordeste, de 47%, bem acima da média brasileira (38,4%), mas 3,8 pontos percentuais abaixo da média nordestina (50,8%). Além disso, o percentual ficou estável se comparado ao resultado do trimestre anterior (47,2%). Conforme a PNAD C, cerca de 583 mil pessoas estavam trabalhando dessa forma, no estado, no último trimestre.

O nível de ocupação – calculado pelo número de pessoas ocupadas em relação ao total daquelas que estão em idade de trabalhar, ou seja, têm 14 anos ou mais de idade – foi de 38%. Frente ao verificado no 2º trimestre deste ano (39,8%), o indicador permaneceu estável, mas registrou queda de 8,2 p.p. se comparado ao observado no 3º trimestre de 2019 (46,2%).

Subutilização da força de trabalho

Entre todas as unidades da federação, a Paraíba apresentou ainda a 6ª maior taxa composta de subutilização das pessoas de 14 anos ou mais de idade (43,1%). O indicador é o percentual de pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e na força de trabalho potencial em relação à força de trabalho ampliada.

No estado, o total de pessoas subutilizadas no 3º trimestre era de 814 mil, o que aponta para um acréscimo de aproximadamente 24,6%, que representa 161 mil pessoas, em relação ao mesmo período de 2019, quando 653 mil pessoas estavam nessa condição.

As maiores taxas de subutilização estão no Nordeste. Ainda de acordo com Ana Beringuy, regionalmente há muitas pessoas que estão na força de trabalho potencial, ou seja, não estão pressionando o mercado, mas têm potencial para fazer parte dele. “Muitas vezes o próprio mercado, a estrutura econômica local, não absorve essas pessoas. A questão da subutilização no Nordeste tem a ver com as características econômicas da própria região, onde há muito trabalho informal e muitas pessoas fora da força de trabalho. Isso acaba elevando esse indicador nessa região”, conclui.


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