Esquema

Criminoso diz ter “jogador do Flamengo” dentro de esquema de manipulação no futebol

Criminoso cita o seguinte: “Amanhã temos um jogador do Flamengo. Então vocês dois têm que ir bem para todos ganharem”

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Estádio Almeidão, em João Pessoa (Foto: reprodução)

Luís Felipe de Castro, um dos criminosos investigados no esquema de manipulação de lances e resultados de partidas do futebol brasileiro afirmou, em conversas com o jogador Kevin Lomónaco, também envolvido no esquema, que tinha um “jogador do Flamengo” para participar do grupo criminoso. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (18) por O Globo.

Conforme visto pelo ClickPB, Luís Felipe conversou com Lomónaco por meio de um aplicativo de mensagens e não citou qual seria o jogador do Flamengo que teria topado participar do esquema. 

Nas mensagens, o criminoso cita o seguinte: “Amanhã temos um jogador do Flamengo. Então vocês dois têm que ir bem para todos ganharem”.

No entanto, nos processos que o Ministério Público de Goiás (MPGO) abriu para investigar a quadrilha, nenhum jogador do clube carioca foi citado.

Em nota, o Flamengo negou conhecimento do caso e disse que confia plenamente em seus atletas. 

“O assunto está com o Ministério Público de Goiás. O Flamengo não teve conhecimento de qualquer citação, mas confia plenamente em seus atletas. O clube está acompanhando a questão e tem todo interesse em que haja uma rigorosa apuração pelos órgãos competentes. O clube recentemente promoveu uma palestra para os jogadores com o senador Carlos Portinho, que é uma autoridade no assunto. O Flamengo está sempre fazendo ações educativas e colaborando para que jamais ocorram no clube situações, como as noticiadas. Vale lembrar que é comum como instrumento de convencimento usar nome de terceiros”.

Entenda o caso

O Ministério Público de Goiás (MPGO) vem promovendo uma série de investigações contra um esquema de apostas esportivas promovido nos Campeonatos Brasileiro das Séries A e B, em 2022, e em alguns campeonatos estaduais deste ano. O esquema envolve a participação de jogadores, como o paraibano Nino Paraíba, que recebiam até R$ 80 mil para cumprir objetivos pré-determinados. 

O crime, segundo o MPGO, começou a ser descoberto quando o presidente do Vila Nova-GO foi até o órgão e denunciou um esquema envolvendo jogadores do próprio clube. 

O esquema funciona quando apostadores entram em contato com jogadores e oferecem valores altos para que eles cumpram ações em campo, como levar cartões amarelos ou vermelhos, cometeram faltas e penalidades, fazerem gols contra ou cederem laterais e escanteios.

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