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Alemanha aponta mais de 500 casos de extremismo de direita em suas tropas

Os casos variaram de atitudes e comentários antissemitas ou xenófobos à aquisição de armas e munições para o atentado chamado de Dia X e levaram à dissolução, em julho deste ano, de uma unidade militar de elite, a KSK.

O governo alemão define extremismo de direita como movimentos contra a igualdade fundamental dos seres humanos e os direitos humanos. (Foto: Reprodução)

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BRUXELAS, BÉLGICA (FOLHAPRESS) — Tropas policiais e Forças Armadas da Alemanha tiveram ao menos 500 casos ligados a extremismo de direita, segundo relatório divulgado nesta terça (6) pelo governo alemão.

Os casos variaram de atitudes e comentários antissemitas ou xenófobos à aquisição de armas e munições para o atentado chamado de Dia X e levaram à dissolução, em julho deste ano, de uma unidade militar de elite, a KSK.

Até março deste ano, quando se encerrou o levantamento, foram compiladas 377 ocorrências: 319 casos suspeitos de extremismo de direita em nível estadual e 58 em nível federal.
Desde então, houve mais 125 notificações. No dia 17 de setembro, 29 policiais do estado da Renânia do Norte-Vestfália (região oeste do país) foram temporariamente suspensos sob suspeita de compartilharem imagens de Adolf Hitler, da suástica e de uma colagem de um refugiado dentro de uma câmara de gás.

O estado mais afetado é Hesse (região central), com 59 incidentes, seguido por Berlim, com 53, Renânia do Norte-Vestfália, com 45, e a Baviera (no sul), com 31.

O governo alemão define extremismo de direita como movimentos contra a igualdade fundamental dos seres humanos e os direitos humanos.

"Os extremistas de direita são inimigos do Estado constitucional democrático e têm uma compreensão autoritária do Estado", diz a definição.

Xenofobia e antissemitismo são resultados da visão predominante de que "pertencer a um grupo étnico, nação ou 'raça' determina o valor de uma pessoa", diz relatório.

Segundo o governo alemão, o número absoluto de condutas impróprias representa menos de 1% do total de funcionários das agências federais e estaduais de segurança, mas preocupa porque "pode-se presumir que elas não foram denunciadas".

O relatório, o primeiro a investigar em nível nacional a penetração de extremistas nas forças de segurança, faz parte de uma tentativa de embasar tentativas de controlar os desvios, segundo o governo.

Na apresentação do documento, o ministro do Interior, Horst Seehofer (responsável pela área de segurança), afirmou que as instituições devem levar o problema a sério, porque "tanto o Estado quanto a sociedade correm um perigo considerável quando um oficial armado se torna um extremista".

Thomas Haldenwang, presidente do Escritório Federal de Proteção à Constituição (BfV), que apresentou o relatório ao lado de Seehofer, disse que as autoridades vão procurar no documento conexões que possam indicar se os indivíduos estão formando redes dentro das forças policiais.

Relatório mais amplo divulgado pelo BfV em julho mostrou alta significativa do número de crimes cometidos por extremistas de direita no país em 2019. Foram quase 22 mil casos, 10% acima do ano anterior.

Tanto o BfV quanto o Ministério do Interior consideram o extremismo de direita como a maior ameaça à segurança na Alemanha.

Além da quantidade de crimes, também cresceu o número de membros de grupos de extrema-direita (de 24 mil para 32 mil), em parte porque, pela primeira vez, foram incluídos os participantes da ala radical Flügel (asa) do partido nacionalista AfD (Alternativa para a Alemanha).

A facção se desfez oficialmente no início deste ano, depois que o BfV a colocou sob vigilância, mas o governo alemão acredita que ainda existam cerca de 7.000 membros na AfD, ou cerca de 20% do partido.

O relatório de julho também detectou aumento na quantidade de extremistas dispostos a usar a violência: 13 mil ativistas,, 300 a mais do que em 2018.

De acordo com o levantamento, mais de 94% de todos os crimes anti-semitas cometidos em 2019 tiveram como autores extremistas de direita.

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