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Europa

Alemanha e França anunciam lockdown parcial após explosão de casos de Covid-19

Bares, restaurantes e outros estabelecimentos ficarão fechados nos dois países; apenas escolas abrirão.

Presidente francês Emmanuel Macron fez anúncio de medidas restritivas que começam a valer na sexta-feira (30) (Foto: POOL/REUTERS)

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Os governos da Alemanha e da França anunciaram nesta quarta-feira (28) um lockdown parcial para conter a segunda onda do novo coronavírus nos dos países. A Europa vive um aumento rápido dos casos de Covid-19, considerada uma segunda onda da pandemia.

No caso alemão, bares, restaurantes e outros estabelecimentos ficarão fechados por quatro semanas a partir de segunda (2), mas escolas e comércio permanecem abertos.

Já na França, as restrições começam nesta sexta-feira (30) e durarão até 1ª de dezembro, no mínimo, e os comércios não essenciais também permanecerão fechados. Só escolas e atividades consideradas fundamentais ficam abertas.

Veja mais detalhes abaixo:

Alemanha

Em reunião com autoridades locais, a chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou que os números da Covid aumentaram rápido demais no país e que o nível dos contágios fugiu de controle.

"Estamos agora em um ponto em que, pela média nacional, não sabemos mais de onde vieram 75% das infecções. Só conseguimos verificar 25%", explicou Merkel.
A decisão foi tomada depois que autoridades de saúde alemãs registraram quase 15 mil novos casos em 24 horas — o maior número de diagnósticos diários no país desde o início da pandemia. São mais de 449 mil casos de Covid-19 desde o começo da crise sanitária na Alemanha.

Segundo o governo alemão, os hospitais do país ainda têm capacidade de lidar, em número de leitos, com os infectados pela doença. Porém, há o temor de que a ocupação hospitalar se torne um problema nas próximas semanas.

França

O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou a retomada de medidas como o fechamento de bares, restaurantes e comércios e a volta da exigência de atestados para que as pessoas possam circular nas ruas.

Para ele, o impacto da segunda onda da Covid-19 será pior do que o primeiro pico da doença no país, entre março e abril.

"A segunda onda será sem dúvidas mais dura e mortal do que a primeira", disse Macron.

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