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Pandemia

Áustria vai confinar não vacinados contra Covid-19 após aumento de casos da doença

Os não vacinados só poderão deixar suas casas para trabalhar ou fazer compras essenciais em farmácias e supermercados.

No sábado, a Áustria registrou 13.152 novas infecções e uma média móvel de sete dias de 10.395 casos, os maiores números desde o início da pandemia. (Foto: CNN Brasil/Getty Images)

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VIENA — O governo da Áustria anunciou neste domingo que submeterá a uma nova quarentena apenas os habitantes do país que não tomaram as duas doses da vacina contra a Covid-19. O anúncio foi feito pelo chanceler (primeiro-ministro) Alexander Schallenberg, diante do aumento de casos da doença provocado principalmente pelos não vacinados.

Segundo as regras da quarentena, que entra em vigor na segunda-feira, os não vacinados só poderão deixar suas casas para trabalhar ou fazer compras essenciais em farmácias e supermercados. Crianças de 12 anos ou menos estarão dispensadas das restrições, que deverão durar 10 dias.

— Não é fácil tomar esta medida, mas é necessário. Devemos aumentar a taxa de vacinação, que é vergonhosamente baixa — disse Schallenberg ao anunciar a quarentena, depois de uma reunião por videochamada com os governadores dos nove estados da Áustria.

O chanceler afirmou que quis evitar que toda a população fosse prejudicada pelos que resistem à vacinação.

— Na verdade nós estamos dizendo a um terço da população: vocês não deixarão mais seu apartamento a não ser por algumas razões. O objetivo é reduzir os contatos entre os vacinados e os não vacinados — ressaltou.

Cerca de 68% da população austríaca tomaram ao menos uma dose, e 65% estão totalmente vacinados. As taxas estão entre as mais baixas da Europa Ocidental. Muitos austríacos são céticos em relação às vacinas, uma visão encorajada pelo Partido da Liberdade, de extrema direita e que tem a terceira maior bancada no Parlamento. Neste domingo, um grupo de manifestantes antivacina se reuniu em uma praça de Viena para protestar contra a medida, que vinha sendo cogitada desde a semana passada.

Integrantes do conservador Partido Popular Austríaco, de Schallenberg, e policiais expressaram dúvidas de que a quarentena possa ser implementada, uma vez que se aplica apenas a uma parte da população. Schallenberg e o ministro do Interior, Karl Nehammer, disseram, no entanto, que haverá controles da circulação de pessoas pela polícia, e que os não vacinados que estiverem em locais não autorizados serão multados em até 1.450 euros (R$ 9.000).

— A partir de amanhã, toda pessoa que vive na Áustria deve estar ciente de que pode ser solicitada a mostrar o comprovante de vacinação à polícia — disse o ministro Nehammer.

No sábado, a Áustria registrou 13.152 novas infecções e uma média móvel de sete dias de 10.395 casos, os maiores números desde o início da pandemia. O número de mortes também apresentou alta, com 48 registradas ontem, maior número desde 30 de janeiro deste ano, quando foram registrados 45 óbitos.

Há uma semana, o país já havia proibido que os não vacinados frequentassem restaurantes, hotéis e teatros.

A Europa se tornou, novamente, o epicentro da pandemia de Covid-19, levando outros governos a considerar a reimposição de quarentenas. Na última sexta-feira, a Holanda decretou a primeira quarentena parcial na Europa Ocidental desde o verão no Hemisfério Norte, no meio do ano. Difererentemente da Áustria, na Holanda a medida se aplica a todos, mas é menos estrita.

Na Alemanha, que também enfrenta o aumento de casos entre não vacinados, a chancelar Angela Merkel se reunirá nesta segunda-feira com os 16 governadores para decidir que medidas tomar.

Na sexta-feira, o Centro Europeu para Prevenção e Controle de Doenças alertou que a situação da pandemia continua a se deteriorar na União Europeia e é “muito preocupante” em 10 países, entre eles a própria Holanda — os outros são Bélgica, Polônia, Bulgária, Croácia, República Tcheca, Estônia, Grécia, Hungria e Eslovênia.

Os países em “situação preocupante” são Alemanha, Áustria, Dinamarca, Finlândia, Irlanda, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Romênia e Eslováquia. O países mais atingidos são aqueles onde as taxas de vacinação são mais baixas ou pararam de avançar.

“A situação epidemiológica na UE é caracterizada por um aumento rápido e significativo dos casos e uma taxa de mortalidade baixa, mas lentamente crescente”, resumiu o organismo. “Casos, internações e mortalidade devem aumentar nas próximas duas semanas.”

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