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Eleições regionais na França terminam com derrota tanto para a extrema direita quanto para Macron

Partidos de Emmanuel Macron e Marine Le Pen não conquistaram nenhuma das 13 regiões francesas em jogo. Com abstenção recorde, urnas deram vitória a coalizões tradicionais de esquerda e direita.

Marine Le Pen, líder do partido ultranacionalista Reunião Nacional, vota neste domingo (27) nas eleições regionais da França em Henin-Beaumont. (Foto: Michel Spingler/AP Photo)

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O presidente Emmanuel Macron e a principal opositora do governo, a líder ultranacionalista Marine Le Pen, saíram derrotados nas eleições regionais da França finalizadas neste domingo (27), apontam resultados preliminares do segundo turno divulgados pela rede de emissoras públicas Franceinfo baseados em boca de urna.

Os franceses foram às urnas para escolher os presidentes dos conselhos regionais. Trata-se de um cargo semelhante ao de um governador de estado — a diferença da França para o Brasil e outras federações como Alemanha e Estados Unidos é que, sendo um estado unitário, esses governos regionais têm menor autonomia em relação a Paris.

De acordo com boca de urna, nem o governista "A República Em Marcha" (LREM, na sigla em francês), nem o ultranacionalista de direita Reunião Nacional (RN) — de Macron e Le Pen, respectivamente — elegeram um dos 13 cargos de presidente de conselho regional em jogo.

Diante disso, o líder do LREM e um dos principais aliados de Macron, Stanlislas Guerini, admitiu que os resultados foram uma "decepção".

A centro-direita ganhou em 7 das 13 regiões em jogo nestas eleições, incluindo em Île-de-France, que inclui a Grande Paris. A esquerda obteve sucesso em 5 outras regiões, enquanto um partido regionalista venceu na Córsega. 

Os resultados também não animaram a base de Le Pen, porque havia uma expectativa de que os votos da direita tradicional francesa pudessem migrar para a direita nacionalista, o que não aconteceu.

Xavier Bertrand, reeleito pelo partido conservador de centro-direita Republicanos à presidência da região Hauts-de-France, discursa neste domingo (27) em Saint-Quentin, na França — Foto: Pascal Rossignol/Reuters

"A extrema direita foi paralisada e nós a fizemos recuar fortemente", disse o centro-direitista Xavier Bertrand, eleito para a região Hauts-de-France, momentos após o fechamento das urnas. 

"Este resultado me dá força para buscar o voto da nação", disse Bertrand, aludindo à eleição do próximo ano.

Abstenção recorde

Eleitora vota em Henin-Beaumont, norte da França, nas eleições regionais francesas deste domingo (27) — Foto: Michel Spingler/AP Photo

A imprensa francesa vê com cautela o resultado e evita dizer que os reveses de Macron e Le Pen vão se repetir nas eleições presidenciais de 2022. Em editorial, o jornal "Le Figaro" advertiu que o cenário continua aberto para o ano que vem.

Uma das razões para isso é a baixíssima participação nestas eleições regionais: a abstenção bateu recorde e chegou a 66,7%. Ou seja, só um a cada três franceses habilitados a votar saiu às urnas. Historicamente, eleições presidenciais têm taxa de comparecimento muito maior.

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