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'Esqueçam as pesquisas e votem', diz Barack Obama

O ex-mandatário atacou a forma como Trump lidou com a pandemia e reforçou, mais uma vez, que a eleição deste ano afetará as próximas décadas.

— Estas eleições exigem que todos façam a sua parte. Os próximos 13 dias serão importantes para a próxima décadas — declarou Obama. (Foto: Reprodução)

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FILADÉLFIA, EUA — O ex-presidente Barack Obama fez, nesta quarta-feira, duras críticas a seu sucessor, Donald Trump, durante seu primeiro comício presencial na campanha do seu ex-viice presidente e candidato à Presidência pelo Partido Democrata, Joe Biden. O ex-mandatário atacou a forma como Trump lidou com a pandemia e reforçou, mais uma vez, que a eleição deste ano afetará as próximas décadas.

Ele pediu que os eleitores do partido esqueçam as pesquisas e votem, para evitar a repetição do que aconteceu em 2016, quando as sondagens previam a vitória de Hillary Clinton contra Trump, que acabou ganhando no Colégio Eleitoral, mesmo perdendo no voto popular para a democrata.

— Estas eleições exigem que todos façam a sua parte. Os próximos 13 dias serão importantes para a próxima décadas — declarou Obama, fazendo menção ao tempo que falta para o dia da eleição, em 3 de novembro. — Não podemos confiar demais. Não me importam as pesquisas. Nós temos que votar como nunca antes e não deixar dúvidas.

O evento, em formato “drive-in”, aconteceu na cidade de Filadélfia, na Pensilvânia, um dos estados-chave para a eleição no Colégio Eleitoral. Repetindo os mesmos argumentos que usou em seu discurso na Convenção Nacional Democrata, que tinha sido o mais duro contra Trump até então, Obama afirmou que o presidente “não soube levar o trabalho a sério” e que transformou a Presidência dos EUA em um “reality show”.

— Nunca pensei que Donald Trump abraçasse minha visão ou continuasse minhas políticas, mas esperava, pelo bem do país, que ele pudesse mostrar algum interesse em levar o trabalho a sério — disse Obama, que continuou: — Mas isso não aconteceu. Ele não mostrou nenhum interesse em fazer o seu trabalho ou ajudar ninguém além de si mesmo e seus amigos.

Entenda:Como o presidente dos EUA é eleito e o que pode acontecer se o resultado for contestado

Um dos pontos mais criticados por Obama foi a resposta que Trump deu à pandemia do novo coronavírus, que, segundo o ex-presidente, “significou a perda de milhares de vidas e o colapso da economia”. Mais cedo, em um encontro com líderes comunitários da Filadélfia, Obama já tinha afirmado que a crise sanitária seria difícil para qualquer outro presidente, mas que a “incompetência” e a “desinformação” de Trump agravaram a situação.

Ele também questionou se “o número de pessoas que morreram da Covid-19 seria tão alto se o país tivesse feito o básico”. Há meses, os Estados Unidos são o país mais afetado pela pandemia em números absolutos: houve mais de 221 mil mortes e 8,3 milhões de casos.

— O resto de nós terá que viver com as consequências de ele não ter levado o trabalho a sério — disse Obama, fazendo menção às vítimas da Covid-19.

Os elogios feitos a Biden e à candidata à Vice-Presidência pelo Partido Democrata, Kamala Harris, também foram baseados nas críticas que Obama fez ao presidente. Enquanto afirmou que Trump tentava manter os americanos fora do Medicaid — programa público de saúde que assiste as famílias de baixa renda —, seu ex-vice pretende aumentar a cobertura da assistência nessa área.

Obama também afirmou que, enquanto Biden e Harris acreditam na igualdade racial e de gênero, o atual presidente leva o país na direção oposta:

— As ações de Trump encorajam outros a serem cruéis, divisionistas e racistas, e isso desgasta o tecido da nossa sociedade e afeta a forma como nossos filhos veem as coisas e afeta a maneira como nossas famílias se relacionam — declarou, acrescentando: — Caráter é importante.

O discurso do ex-presidente durou pouco mais de meia hora, e o público, que participou do evento dentro de seus carros, demonstrou seu apoio buzinando. Em sua fala, Obama também atacou Trump por não pagar impostos e por manter uma conta na China, mesmo sendo uma das vozes mais críticas ao país asiático.

Mais cedo, no encontro com os líderes comunitários, cujo foco foi o eleitorado mais jovem e negro, Obama declarou ainda que esteve “furioso” e “frustrado” com a gestão de seu sucessor, mas que “não perdeu a esperança” nos últimos quatro anos:

— A esperança não é otimismo cego, não é ignorar problemas. Esperança é acreditar que, diante das dificuldades, podemos superar e conseguir um mundo melhor. E então, eu nunca perdi a esperança nestes últimos quatro anos. Eu estive furioso. Fiquei frustrado, mas não perdi as esperanças. E o motivo é porque nunca esperei que o progresso se movesse diretamente em linha reta.

Por fim, Obama afirmou que os Estados Unidos “não aguentam mais quatro anos” de governo Trump.

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