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Funcionários que tiraram foto com corpo de Maradona serão processados

A polícia deteve dois deles na noite desta sexta-feira (27), ao realizar uma busca na funerária e nas casas do proprietário e de alguns funcionários.

Um deles aparece na foto ao lado do corpo de Maradona fazendo um sinal de positivo, com o polegar para cima, e sorrindo. (Foto: Reprodução)

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BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) - Os três funcionários da funerária que preparou o corpo de Diego Armando Maradona para o velório e que aproveitaram a ocasião para fazer selfies com o cadáver do ídolo foram notificados pela polícia e serão processados por profanação de cadáver.

A polícia deteve dois deles na noite desta sexta-feira (27), ao realizar uma busca na funerária e nas casas do proprietário e de alguns funcionários. São eles Claudio Ismael Fernández, 48, e seu filho, Sebastián Ismael, 18. Este último aparece na foto ao lado do corpo de Maradona fazendo um sinal de positivo, com o polegar para cima, e sorrindo.

Fernández admitiu que a foto foi um erro, mas que foi levado pelo grupo, que estava comovido por estar tratando do corpo de Maradona. "Meu filho agiu como qualquer garoto, uma reação natural, mas eu não pensei que a pessoa que tirou a fotografia ia coloca-la nas redes", disse. Ele afirmou que está arrependido e assustado, porque desde então tem recebido ameaças de morte por telefone.

"Naquele momento, estávamos todos nervosos. Eu pensava que ele deveria ficar bem para que fosse visto por Dalma, Gianinna e Claudia, para ser mostrado na Casa Rosada. Jamais pensei em causar dor", afirmou.

O terceiro homem, que saiu sozinho com o cadáver em outra foto, esteve foragido da polícia, mas se apresentou na tarde deste sábado (28). Chama-se Diego Antonio Molina e não quis dar declarações.

Ele possui antecedentes criminais por usurpação e violência de gênero e foi identificado pelo advogado de Maradona, Matías Morla, que divulgou seu nome nas redes. "Esse é o canalha que tirou uma foto com o corpo de Maradona. Pela memória de meu amigo não vou descansar até que pague por essa aberração", disse Morla nas redes.

Os três foram notificados, e um processo foi iniciado. As penas por esse tipo de delito vão de uma multa em dinheiro até dez anos de prisão. Os três também foram demitidos do trabalho, e Molina foi expulso do Argentinos Juniors, clube do qual era sócio e que foi o primeiro de Maradona.


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