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Suíça aprova casamento LGBTQIA+ em referendo, e San Marino descriminaliza aborto

A votação foi comemorada como um dia histórico por centenas de pessoas nas ruas de Berna, capital da Suíça.

Ativistas comemoram resultados de referendo que legalizou casamento entre homossexuais em Berna, capital da Suíça - (Foto: Fabrice Coffrini - 26.set.21/AFP)

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) — Com votos favoráveis de 64% da população, a Suíça legalizou, neste domingo (26), o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, tornando-se um dos últimos países da Europa Ocidental a permitir a união de casais LGBTQIA+.

Por meio do referendo, o país também aprovou a possibilidade de adoção de crianças por casais homossexuais e, no caso de famílias formadas por mulheres lésbicas, a permissão que elas gerem filhos por meio de doação de esperma – recurso que, atualmente, só é legalizado para casais heterossexuais casados.

"O resultado de hoje [domingo] é um reflexo da mudança de mentalidade que ocorreu nos últimos 20 anos, é realmente um reflexo de uma aceitação muito ampla e importante das pessoas LGBT na sociedade", disse Olga Baranova, porta-voz do comitê responsável pela campanha do "sim".

A votação foi comemorada como um dia histórico por centenas de pessoas nas ruas de Berna, capital da Suíça. O resultado superou com folga as previsões das pesquisas anteriores ao referendo, e as novas regras devem entrar em vigor a partir de 1º de julho de 2022.

A campanha do "não" foi liderada por partidos de direita e grupos religiosos. À agência de notícias Reuters, Monika Rueegger, do Partido do Povo Suíço (SVP), disse que estava decepcionada com o resultado. "Não se tratava de amor e sentimentos, mas do bem-estar das crianças. Crianças e pais são os derrotados aqui".

O discurso segundo o qual o casamento igualitário representa uma ameaça para o bem-estar da criança foi reforçado, durante a campanha, por cartazes com imagens controversas.

Em um deles, os dizeres condenavam a "mercantilização" das crianças e afirmavam que "o casamento para todos mata o pai", em referência à possibilidade de mulheres lésbicas recorrerem à reprodução por inseminação artificial.

Outro material da campanha do "não" exibia um bebê chorando com uma etiqueta na orelha semelhante à que se usa no gado e a pergunta: "bebês sob encomenda?".

Em outro cartaz, uma enorme cabeça de zumbi, representando um pai falecido, encarava os transeuntes – uma escola primária em Valais teve que cobri-lo, porque as crianças estavam ficando assustadas.

San Marino, principado católico, legaliza aborto em votação esmagadora
Em outra votação histórica, e com resultado ainda mais surpreendente, San Marino aprovou a legalização do aborto, derrubando uma lei que datava de 1865 e previa três anos de prisão para mulheres que interrompessem a gravidez e seis anos para o médico que realizasse o procedimento.

Segundo os resultados oficiais do referendo realizado neste domingo, 77,3% dos eleitores apoiaram a proposta de permitir o aborto até a 12ª de gestação e, depois disso, apenas em casos em que a mãe corre risco de morte ou em caso de anomalias fetais que possam prejudicar a mulher física ou psicologicamente.

"É uma vitória para todas as mulheres de San Marino sobre os conservadores e reacionários, que pensam que as mulheres não têm direitos", disse à agência de notícias AFP a presidente da União de Mulheres de San Marino (UDS), Karen Pruccoli. "É uma vitória contra a Igreja Católica, que foi nossa adversária e tentou de tudo para evitar este resultado."

Apesar da votação expressiva, o comparecimento foi baixo, por volta de 41% dos eleitores do principado católico com cerca de 30 mil habitantes no norte da Itália.

As mulheres de San Marino que queriam realizar um aborto, geralmente iam a cidades italianas, onde o procedimento é legalizado há mais de 40 anos e, em clínicas privadas, custa em média 1.500 euros (R$ 9.300).

Tradicionalmente, os avanços em questões sociais, principalmente no que diz respeito aos direitos das mulheres, são lentos em San Marino. Elas não podiam votar até 1960 e só puderam ocupar cargos políticos a partir de 1974. A legislação local só legalizou o divórcio a partir de 1986.

A oposição à descriminalização do aborto foi forte, liderada pelo governista Partido Democrata Cristão, estreitamente vinculado à Igreja Católica, e que convocou o voto no "não" para "defender o direito à vida".

O bispo de San Marino-Montefeltro, Andrea Turazzi, destacou que a Igreja está "decididamente contra" a medida, lembrando as palavras do papa Francisco na semana passada, quando o pontífice se referiu ao aborto como "assassinato".

"Cientificamente é uma vida humana. É correto acabar com ela para resolver um problema?", disse Francisco, dirigindo-se a jornalistas no retorno de sua viagem à Eslováquia.

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