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Paraíba

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Carta aberta

Associações evangélicas questionam fechamento de igrejas na Paraíba: ''bares e restaurantes estão abertos''

A carta observa que muitas igrejas não possuem equipamentos e tecnologias adequadas para realizar transmissões online.

Igrejas evangélicas pedem para fazer cultos presenciais (foto ilustrativa) (Foto: Divulgação)

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Diversas associações ligadas a igrejas evangélicas na Paraíba se manifestaram contra a proibição de cultos presenciais nas cidades com bandeiras laranja e vermelha, conforme decreto estadual que começou a valer na última quarta-feira (24). Uma carta aberta foi enviada ao governador do Estado, João Azevêdo.

''O que nós queremos é tratamento isonômico, que não nos foi dado. Você vai a um bar ou restaurante, por exemplo, você tira a máscara para comer. Na igreja ninguém tira a máscara, todos os protocolos são seguidos, só recebemos fieis até 30% da capacidade. E no entanto os bares, restaurantes e shoppings estão abertos e só as igrejas estão fechadas'', afirmou o pastor Euder Faber, presidente da Visão Nacional para a Consciência Cristã, e que também subscreve a carta.

No texto, as entidades explicam que compreendem a importância das medidas para conter o avanço da pandemia de covid-19, mas citam que a liberdade religiosa é garantida pela Constituição Federal e pedem para que o governador reveja a decisão, mantendo a regra anterior, que permitia os cultos com 30% da capacidade.

A carta ainda observa que muitas igrejas não possuem equipamentos e tecnologias adequadas para realizar transmissões online, principalmente nas comunidades mais carentes.

Nessa quinta-feira (25), a bancada religiosa da Câmara Municipal de João Pessoa emitiu uma nota de repúdio à decisão de fechar as igrejas. Os vereadores Eliza Virgínia (PP), Durval Ferreira (PL), Cartão Pelo Bem (Patriota), Bispo José Luiz (Republicanos), Coronel Sobreira (MDB) e Marcelo do HBE (Patriota) argumentaram que faltou diálogo com as instituições religiosas.

Já o deputado estadual Jutay Meneses afirmou que vai acionar o Tribunal de Justiça da Paraíba para que igrejas e templos religiosos possam ter suas atividades realizadas com, pelo menos, 30% da capacidade.

Confira o conteúdo completo da carta aberta ao governador:


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