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Política

Mandetta dá puxão de orelha no ministro da Saúde:​ "Que ele seja mais Queiroga e menos Pazuello"

A declaração foi dada em entrevista ao programa Rede Verdade, do Sistema Arapuan de Comunicação.

Mandetta ainda disse que o ministro oscila em suas decisões ao fazer referência a suspensão da imunização em adolescentes e apontar estudos para desobrigação do uso de máscaras, medida de prevenção à Covid-19. (Foto: reprodução)

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O ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse nesta quinta-feira (23), que o atual ministro Marcelo Queiroga estaria deixando de lado a ciência para se alinhar com o discurso político do presidente Jair Bolsonaro. A declaração foi dada em entrevista ao programa Rede Verdade, do Sistema Arapuan de Comunicação. 

Como acompanhou o ClickPB, Mandetta criticou o paraibano, mas revelou torcer pelo bom desempenho do ministro. Segundo ele, Queiroga começou bem na condução da pasta, "desejei boa sorte, a gente quer que ele acerte, se ele faz isso, é bom para todo mundo. Mas imagino que ali dentro ele tem que fazer gestos para as burrices de Bolsonaro. Você não pode como ministro da Saúde falar que está pensando em acabar com as máscaras, nesse ponto ele erra profundamente. Ninguém gosta, mas tem de usar, porque é uma maneira de barreira contra o vírus", analisou.

Mandetta ainda disse que o ministro oscila em suas decisões ao fazer referência a suspensão da imunização em adolescentes e apontar estudos para desobrigação do uso de máscaras, medida de prevenção à Covid-19. "Essa última dele foi uma derrapada. Era para ele ter dito que não tinha vacina para dar dose de reforço aos idosos, garantir a segunda dose de todo mundo, e mais os adolences. Bastava ele explicar e dizer que iria parar e retornar quando tivesse mais vacina. Em menos de uma semana ele voltou atrás", disse. 

“Vamos torcer e ver se ele consegue com dignidade médica, de quem fez um juramento de proteger a vida, não negociar valores éticos, profissionais e fazer o trabalho que tem que ser feito ali dentro e deixar a política de baixa qualidade nas mãos do presidente, além de controlar o próprio gênio. Não pode, numa manifestação qualquer, no cargo de ministro de estado perder a compostura e fazer gestos obscenos. Tem de ser duro, mas manter o comportamento. Eu torço por ele. Que ele seja mais Queiroga e menos Pazuello”, afirmou.


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