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Polêmica

Padre defende Chico César e diz que música comparando apoiadores de Bolsonaro a demônios representa “a força da liberdade de criação"

"A liberdade cultural e a liberdade de concepção musical e aqui eu vejo esse texto musicado como um exercício da musicalidade da poética ela está nas mãos do autor e cabe ao autor dá o seu real significado”

José Carlos Serafim comentou ainda que não está aqui para condenar ou absorver. (Foto: Reprodução)

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A polêmica com a música do cantor e compositor Chico César que compara apoiadores do presidente Jair Bolsonaro a demônios continua. O padre da Paróquia São Pedro e São Paulo, que fica no bairro de Brisamar, em João Pessoa, José Carlos Serafim, defendeu o músico e considerou a letra “a força da liberdade de criação”. Destacou que "em nenhum momento nenhum ele desdisse de Deus.", pois segundo o religioso, "não acreditamos em demônios". 

De acordo com o padre, "eu acredito que é a força da liberdade de criação. Eu acho que Chico César tem esse direito. Depois ele colocou para fora o inconsciente coletivo de uma boa parte da sociedade que está estarrecida com tanta desumanidade e falta de bom senso no âmbito governamental e em outros vieses onde a cultura está sendo diabolizada, onde a fé está sendo manipulada e a onde o ser humano está sendo esquecido em detrimento do comércio, em detrimento do falso moralismo". Defendeu ao ser entrevistado para o programa 'Arapuan Verdade' desta quinta-feira (06). 

No entanto, o religioso disse não concordar com uso de nomes como diabo. "Não faria assim. Todavia, contudo, a liberdade cultural e a liberdade de concepção musical e aqui eu vejo esse texto musicado como um exercício da musicalidade da poética ela está nas mãos do autor e cabe ao autor dá o seu real significado”, frisou. 

José Carlos Serafim comentou ainda que não está aqui para condenar ou absorver, "mas vejo isso como um direito que ele tem de se expressar. Espero em Deus que fique por aí mesmo. Afinal de contas temos tantas desavenças, tantos desencontros. O que a gente puder fazer para ser instrumento de paz, reconciliação é importante que a gente alimente”. 

Ainda segundo o padre,  em nenhum momento Chico César agride os cristãos ou não cristãos. “Em momento algum o poeta demonstra desinteresse ou ataca religião cristã ou não cristã. a palavra diabo ou a palavra demônio é uma linguagem também muito utilizada na psiquiatria, na psicologia por Jung (Carl Gustav Jung) e por Freud (Sigmund Freud). Não vejo uma razão ou motivo para estarmos preocupados com a poesia do Chico César, uma vez que ele evoca o sentimento dele e de outros num pensamento coletivo. E a liberdade não apenas cultural, mas a liberdade de se expressar continua sendo preservada. Em momento algum, ele deliberadamente atacou a fé cristã até porque nós não cremos no demônio. Nós cremos em Deus e em momento nenhum ele desdisse de Deus. Pelo contrário, em algumas músicas do mesmo poeta ele exalta Deus no romantismo e no sentimento mais profundo”, finalizou.

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