Pastoril Profano - Um Verão Carioca de 11/01 a 14/02
Imaginem o furdunço que devem fazer as ‘meninas’ do Pastoril Profano paraibano em plena praia de Copacabana? E não apenas na famosa praia carioca, mas também noutros pontos igualmente célebres da cidade maravilhosa, o Rio de Janeiro? Já pensou? Pois é! É isso o que vai acontecer, ou melhor, ser encenado nestes próximos dias no palco do teatro Santa Roza, no Centro de João Pessoa, pelo elenco da Cia. Paraibana de Comédia que traz à cena cultural local a mais nova montagem teatral: ‘Pastoril Profano – um verão carioca’. A estreia é nesta quinta-feira (8), às 20h, e segue em temporada, sempre de quinta a domingo, até o dia 14 de fevereiro. O elenco da companhia paraibana que traz como característica maior a exaltação ao humor através de piadas e tiradas escrachadas é quem assina o texto de mais este trabalho juntamente com o seu diretor, o também ator Edílson Alves. Aliás, já está virando, ou melhor, já virou tradição, que a cada começo de ano o público pessoense possa se divertir nas férias assistindo a mais uma das aventuras do grupo. Tanto assim que já montaram o pastoril nas férias, fazendo graça com as pastoras vivenciando o cotidiano típico de uma sala de aula; em Tambaba – imaginem só? -, com as meninas passando alguns dias em uma das mais bonitas praias do Litoral Sul da Paraíba, onde se pratica o naturismo ou na casa do reality show do Big Brother Brasil (BBB), que vai ao ar pela TV Globo, fazendo todo tipo de intriga, daquelas que tanto instigam o público a grudar na telinha durante quase três meses. E por aí vai. Agora a bola da vez é ‘tirar onda’ com sotaque ‘carioquês’. O Pastoril é assim: um tema novo e lá vão novas sessões de muita risada. Esse ano o grupo – com algumas alterações no elenco – comemora a marca dos 17 anos trabalhando a comédia e, neste ínterim, resgatando o folguedo do pastoril. É que além de mostrarem no palco uma encenação especial (verão carioca é o da vez), o espetáculo guarda um momento para que os atores representem as pastoras do cordão azul e encarnado, a versão profana da Lapinha. Com características de teatro de revista e tendo como alvo o Pastoril, um folguedo popular da cultura nordestina que contradiz a Lapinha, o espetáculo é um resgate das jornadas intercaladas com muita piada. No espetáculo, a troupe vai passear no Rio de Janeiro O espetáculo propriamente dito conta de forma hilária as aventuras das personagens Verinha (Dinarte Silva), Irmã Luzinete (Sérgio Lucena), a Mudinha (Alessandro Barros), Maria do Bú (Tony Silva), Biuzinha (Adeilton Pereira), Tia Creuza (Ribamar de Souza) e, claro, do velho Dengoso (Edilson Alves). Todos vão juntos curtir o verão na cidade maravilhosa. Além de terem de resolver a forma como vão viajar, o que levar nas malas e por aí afora no que compete a organização de uma viagem de muitos dias, a trupe acredita que precisa aprender o tal ‘carioquês’ – fazendo alusão ao sotaque do povo carioca. Para isso resolvem contar com os préstimos da Tia Creuza que na adolescência já teria vivido no Rio de Janeiro e que para dar cabo ao ensinamento apresenta um tal dicionário do carioquês. Bom, resolvida a questão do sotaque que certamente não deverá deixar pistas sobre a verdadeira origem das ‘meninas’, elas se deparam com a difícil decisão sobre a forma como vão chegar ao Rio de Janeiro. É que não há dinheiro para que todas embarquem de avião, restando então a opção de irem de ônibus. Nesse aspecto a graça se confunde com o tom de denúncia onde a condição financeira dita os limites de muitos. A cena, explica o diretor Edilson Alves, se remete às dificuldades enfrentadas pelo povo nordestino ao se deslocarem até os estados das regiões Sul e Sudeste do país viajando em ônibus e estradas cujas condições nem sempre são as mais ideais e dignas. Passadas as agruras da viagem – claro que tudo contado como muito humor – o grupo chega ao Rio. O primeiro itinerário é a praia de Copacabana, uma das mais badaladas pela mídia. Lá vão viver de tudo um pouco: arrastões, balas perdidas, deslumbramentos com as beldades cariocas... Mas elas não ficam só na farofada não. As pastoras vão também ao baile funk e fazem, ainda, visita à favela, entre outros pontos turísticos. Segundo Edílson Alves, há uma surpresa para o público, um mistério, que as obrigará a dançar o folguedo, na calçada de Copacabana. Bom, aí, nem é bom arriscar escrever. É melhor ver para crer o quê as mentes criativas dessa trupe inventaram. Convite feito. A temporada está aberta. Os ingressos estão à venda: quintas e sextas – 16,00 (inteira) 8,00 (estudantes e idosos acima de 65 anos com carteira); sábados e domingos - 20,00 (inteira) e 10,00 (estudantes e idosos acima de 65 anos com carteira). Classificação: 12 anos.