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Tratamento

Prefeitura de João Pessoa oferece acompanhamento multidisciplinar para tratamento da gagueira

As pessoas que enfrentam esse problema podem ter acesso ao serviço nas policlínicas de Jaguaribe, Mangabeira, das Praias e da Pessoa Idosa, mantidas pela Prefeitura de João Pessoa.

O encaminhamento do usuário é feito durante todo o ano através das unidades de saúde da família (USF). (Foto: Reprodução)

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A Prefeitura de João Pessoa, por meio da Secretaria de Saúde, oferece acompanhamento multidisciplinar para auxiliar no diagnóstico e tratamento da gagueira. As pessoas que enfrentam esse problema podem ter acesso ao serviço nas policlínicas de Jaguaribe, Mangabeira, das Praias e da Pessoa Idosa, mantidas pela Prefeitura de João Pessoa. 

O encaminhamento do usuário é feito durante todo o ano através das unidades de saúde da família (USF).

“Esse tratamento com os fonoaudiólogos tem a finalidade de melhorar a comunicação dos usuários. Os serviços atendem pacientes nas áreas de linguagem e motricidade orofacial, disfagia, voz e reabilitação vestibular”, explica Lazuir Braga, diretora-geral da Policlínica Municipal de Jaguaribe.
 
A fonoaudióloga Emanuelle Araújo, que atua na Policlínica das Praias, explica que o tratamento é feito com acompanhamento semanal. “A duração do tratamento não tem como definir previamente porque depende do grau de gagueira do paciente. Os exercícios respiratórios e treino da fala na frente do espelho ajudam muito e, em alguns casos, é necessário o atendimento multidisciplinar. Para alguns pacientes, é indicado associar o tratamento com a psicoterapia. O objetivo é deixar o paciente seguro para aprender a lidar com as reações negativas que possam ocorrer na comunicação com outras pessoas”, afirmou.
 
É o caso da estudante Andressa Pamplona, de 24 anos, uma de suas pacientes que faz acompanhamento também com uma psicóloga. “Tenho tido melhoras na minha fala, algo que vem me auxiliando muito no dia a dia, pois devido a essa minha dificuldade na fala, tendo a ser muito reservada, tímida, e o tratamento me ajuda bastante a vencer esse problema. Cada vez mais consigo ter confiança em me expressar no meu convívio”, relata.
 
Para a psicóloga Fátima Lins, que também trabalha na Policlínica das Praias, o atendimento ao paciente com gagueira, na maioria das vezes, é voltado para elevar sua autoestima, aceitação e o controle dos níveis de ansiedade, em muitos casos potencializados por fatores externos, como é o caso do bullying. “A psicologia trabalha o emocional do paciente como um todo. Em alguns casos, em que a ansiedade é muito alta, contamos com acompanhamento de um psiquiatra, para uso da medicação. Em todo esse processo é muito importante contar com o trabalho conjunto com a família”, explica.
 
A fonoaudióloga Ana Paula Padilha, que atende na Policlínica de Jaguaribe, explica que “a gagueira apesar de não afetar o desempenho intelectual, traz prejuízos emocionais que vão da infância à fase adulta quando não tratados. A gagueira não é uma doença, é um sintoma. A pessoa que gagueja sabe o que quer falar, tem segurança sobre o que quer dizer, mas o cérebro encontra dificuldade em transformar o pensamento - que é abstrato e está pronto - em ato motor”, obervou.
 
Atenção nas crianças – Geralmente, a gagueira inicia ainda na infância e a intervenção precoce é fundamental. Os pais devem estar atentos na fase dos 2 anos aos 6 anos de idade. “O que observar? Normalmente, uma interrupção na fluência verbal caracterizada por repetições e prolongamentos, que são audíveis ou não, de sons ou sílabas. Podem vir acompanhados por outros movimentos e por emoções de natureza negativa, como medo, embaraço ou irritação”, ressalta a fonoaudióloga.
 
Após receber o diagnóstico, os pais precisam entender o problema, criar um ambiente favorável para o desenvolvimento da criança e evitar se afobar, cobrar que a criança fale corretamente ou corrigi-la. É necessário paciência. Falar devagar, construir frases simples.
 
“É importante estar atento a linguagem dessa criança, pois a não atenção a esse aspecto pode desmotivá-la da escola, principalmente se os professores não souberem lidar com a situação, somado a casos de bullying entre os colegas. Estejamos atentos a todos estes aspectos e a ajuda profissional necessária”, orienta Ana Paula Padilha.

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