Justiça

Em prisão domiciliar, padre Egídio vai usar tornozeleira eletrônica; veja outras 5 medidas

Prisão domiciliar foi definida pelo juiz José Guedes Cavalcanti Neto. Padre Egídio é suspeito de comandar um esquema de desvios de recursos do Hospital Padre Zé.

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Com prisão domiciliar concedida pela Justiça, o padre Egídio de Carvalho vai precisar usar tornozeleira eletrônica. A medida faz parte de algumas determinações do juiz José Guedes Cavalcanti Neto. Ele foi o responsável por acatar, nesta quinta-feira (18), o pedido feito pela defesa do padre.

Como visto pelo ClickPB, durante a prisão domiciliar, o religioso não poderá sair de João Pessoa sem autorização. Com isso, ele deverá informar, previamente, à Justiça caso precise ir para outra cidade.

Veja abaixo todas as medidas definidas junto com a prisão domiciliar:

  • Proibição de se ausentar de sua residência em João Pessoa sem autorização prévia durante a prisão domiciliar;
  • Indicar qual endereço ele irá após comunicação à Justiça;
  • Encaminhar comprovante de endereço do local onde ficará em João Pessoa;
  • Não ter contato com pessoas diversas de seus advogados e familiares que moram no mesmo imóvel onde ele ficará;
  • Proibição de acesso, frequência ou contato com servidores de estabelecimentos vinculados a ASA e ao Instituto São José.

Agora, os advogados precisam informar à Justiça qual será o endereço que o padre vai cumprir a prisão domiciliar. Um dos locais especulados é a residência da mãe do religioso, que fica em Pernambuco. Também há a possibilidade de permanência em João Pessoa.

A medida de prisão domiciliar foi concedida dias após o padre, de 56 anos, ter sido internado em João Pessoa após sentir fortes dores na região do abdômen. Conforme apurou o ClickPB, ao se sentir mal, o presidiário estava na Penitência Especial do Valentina Figueiredo e foi levado para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

Logo após o atendimento na UPA, ele foi transferido para o Hospital da Unimed, também na Capital. Padre Egídio foi submetido a exames e em seguida a uma cirurgia de apendicite.

Acusações contra padre Egídio

Padre Egídio foi preso na deflagração da Operação Indignus que investigou desvios de R$ 140 milhões no Hospital Padre Zé. O ex-diretor do “Hospital dos Pobres” chegou a obter mais de 29 imóveis, alguns de alto padrão com piscinas. Além disso, adegas e propriedades rurais, veículos e também investiu na criação de cachorros de raça de luxo.

O escândalo no Hospital Padre Zé começou a ser divulgado após o desaparecimento de celulares. Além disso, equipamentos eletrônicos doados pela Receita Federal para serem leiloados pelo hospital também sumiram.

Após isso, começaram a surgir denúncias de desvio de outros recursos e o esquema criminoso.

Durante as ações policiais, o padre Egídio foi afastado da direção do Hospital Padre Zé. Uma nova equipe foi designada para comandar a unidade de saúde e determinou, inclusive, a realização de auditorias.

A Arquidiocese revelou que o padre havia contraído o valor de R$ 13 milhões em empréstimos em nome do Hospital Padre Zé. O dinheiro nunca chegou a ser aplicado na unidade de saúde.

A Operação Indignus cumpriu mandados em dez imóveis que seriam do padre Egídio, dentre eles uma granja na cidade de Conde e apartamentos em prédios de luxo na orla de João Pessoa.

Como trouxe o ClickPB, nos locais, os investigadores encontraram itens de luxo e ostentação. Os imóveis eram equipados com lustres e projetos de iluminação requintados.

Também chamou atenção que na granja havia móveis rústicos de madeira avaliados em R$ 3 milhões. Foram localizados mais de 30 cães da raça Lulu da Pomerânia. Uma pesquisa do ClickPB revelou que um cão desta raça pode ser comercializado por até R$ 10 mil.

O padre Egídio de Carvalho, Amanda Duarte e Jannyne Dantas, ambas apontadas como envolvidas no esquema, foram presos no dia 17 de novembro. Desde esse dia, eles cumprem prisão em João Pessoa.

Repercussão nacional

Os desvios de recursos públicos do Hospital Padre Zé foram repercutidos nacionalmente. Uma das abordagens foi do através de uma matéria do jornal Fala Brasil, da Record TV. A emissora evidenciou o escândalo dando destaque ao padre Egídio de Carvalho.

Como visto pelo ClickPB, a matéria destacou que o padre Egídio teria desviado R$ 140 milhões. Além disso, ela mostrou que ele e tinha uma vida de luxo. A reportagem mostrou várias obras de arte, carros e imóveis comprados com o dinheiro desviado do hospital.

Veja abaixo a decisão do juiz sobre a prisão domiciliar:

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