Segurança

Delegada pede que mulheres tenham coragem e denunciem companheiros após ameaças e agressões

Delegada contou que a primeira iniciativa que deve ser tomada pelas vítimas ou por testemunhas é fazer a denúncia. Após isso, mulheres são resguardadas com a adoção de medidas protetivas

Delegada pede que mulheres tenham coragem e denunciem companheiros após ameaças e agressões

Delegada Paula Monalisa — Foto:Reprodução/YouTube

“Não tenha medo porque você não está sozinha. Denuncie”. A fala foi feita pela delegada Paula Monalisa, da Delegacia da Mulher, em um pedido para que mulheres vítimas de violência doméstica denunciem companheiros agressivos e abusivos. A delegada foi entrevistada nesta terça-feira (12) no programa Arapuan Verdade, da Arapuan FM, e contou quais medidas são garantidas para mulheres vítimas desses crimes.

Como visto pelo ClickPB, a delegada contou que a primeira iniciativa que deve ser tomada pelas vítimas ou por testemunhas é fazer a denúncia. Isso pode ser feito em uma das 14 Delegacias da Mulher espalhadas no estado ou em qualquer delegacia, em cidades que não possuem delegacia especializada. 

Como notado pelo ClickPB, as denúncias também podem ser feitas de maneira anônima, através do Disque 100 e do número 180.

“Infelizmente, temos casos registrados diariamente, seja de ameaça, abusos, agressões verbais e físicas e até morte.  Tenha coragem, você não está sozinha. Denunciei. Não tenha medo e se encoraje. Temos mecanismos para proteger, como medidas protetivas e a Patrulha Maria da Penha”, falou a delegada, como acompanhado pelo ClickPB. 

A delegada afirmou que assim que a denúncia é feita, as mulheres podem optar por pedir medidas protetivas, como determinação de distanciamento entre o agressor e a vítima, em conjunto com uma denúncia criminal, onde é aberto uma investigação, ou apenas a medida protetiva. Porém, o último caso é válido apenas para casos onde são considerados crimes de menor potencial agressivo.

No entanto, quando a vítima opta por solicitar a proteção da Patrulha Maria da Penha, ela tem acesso a um contato direto com uma guarnição da Polícia Militar e pode solicitar ajuda a qualquer momento.

“Ela recebe o contato de telefone de uma guarnição da patrulha e, em qualquer caso de ameaça e descumprimento de medidas protetivas, a mulher aciona o telefone e a viatura vai de imediato ao local para tentar cessar o perigo. O homem que for pego em flagrante descumprindo essas medidas é preso imediatamente e não tem direito a fiança”, afirmou a delegada.

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