Arnaque

Operação do Gaeco investiga crimes contra idosos e cumpre mandado em escritório de advocacia da Paraíba

As investigação tornou réus os 39 alvos de mandados de prisão, dentre eles advogados, vereadores e servidores públicos.

Operação do Gaeco investiga crimes contra idosos e cumpre mandado em escritório de advocacia da Paraíba

As organizações criminosas conseguem procurações de idosos, deficientes e indígenas — Foto:MP

O Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul, por meio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO), deflagrou hoje (5), a Operação “Arnaque”. O objetivo é cumprir 39 mandados de prisão preventiva e 51  mandados de busca e apreensão em oito estados, incluindo a Paraíba. Um mandado de busca e apreensão foi realizado em um escritório de advocacia de João Pessoa.

As investigação tornou réus os 39 alvos de mandados de prisão, dentre eles sete advogados, dois vereadores e outros dois servidores públicos, pela prática dos crimes de integrar organização criminosa, corrupção ativa, corrupção passiva, falsidade ideológica, falsificação de documento particular e uso de documento falso. As fraudes também envolvem empréstimos concedidos a idosos.

Além da Paraíba, a operação cumpre mandados nos Estados de Mato Grosso do Sul (Iguatemi, Naviraí, Paranhos, Tacuru, Sete Quedas, Eldorado, Anaurilândia e Chapadão do Sul), Bahia (Barreiras), Goiás (Goiânia), Mato Grosso (Sinop), Minas Gerais (Iturama), Paraíba (João Pessoa), Paraná (Araucária, Cascavel, Campo Mourão, Guarapava, Peabiru, Engenheiro Beltrão e Icaraíma) e Piauí (Floriano), todos expedidos pelo Juízo da 4ª Vara Criminal de Competência Residual da comarca de Campo Grande.

As investigações identificaram duas organizações criminosas lideradas por advogados responsáveis pela propositura de mais de 70 mil ações judiciais em todas as regiões do país, muitas delas consideradas temerárias pelo Poder Judiciário, quase todas sobre empréstimos consignados são forjados.

As organizações criminosas conseguem procurações de idosos, deficientes e indígenas  e usam para transações financeiras, terminando cerca de 10% dos casos com procedência. As investigações revelaram que os crimes, apesar de explorarem pessoas em grave situação de pobreza e vulnerabilidade social, permitiram que líderes das organizações criminosas movimentassem cerca de R$ 190 milhões em menos de cinco anos de atividade.

Arnaque (tradução livre do francês: golpe) faz alusão aos métodos fraudulentos usados pelas organizações criminosas para enganar as vítimas.

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