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Filiação

Bolsonaro oscila entre partidos do centrão, mas avança sobre filiação ao PP

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), também acompanhou a encontro, que foi fora da agenda das autoridades, apesar de não estar participando ativamente das negociações.

O presidente vem oscilando nas últimas semanas entre os dois partidos do centrão, PP e PL. (Foto: Reprodução)

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) avançou nas conversas para sua filiação ao PP em reunião no Palácio do Planalto, segunda-feira (25), com o ministro Ciro Nogueira e seu filho senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ).

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), também acompanhou a encontro, que foi fora da agenda das autoridades, apesar de não estar participando ativamente das negociações.

Após a reunião, interlocutores disseram à Folha que a probabilidade de filiação ao PP é grande.

Há mais de dois anos sem partido, o chefe do Executivo disse a interlocutores que gostaria de resolver o imbróglio partidário antes de embarcar nesta quinta-feira (29) para a reunião do G20 em Roma.

Segundo relatos, Bolsonaro teria feito uma enquete com seus auxiliares mais próximos, e a maioria teria dado parecer favorável à filiação ao partido de Ciro Nogueira.

A prioridade do presidente é ter liberdade para escolher candidatos nos estados, em especial para o Senado.

Apesar de terem demonstrado otimismo com a negociação, auxiliares admitem que o presidente ainda está indeciso e tem histórico de dificuldade para tomar decisões desta natureza.

Até o fim de semana, o clã estava mais próximo de se filiar ao PL de Valdemar da Costa Neto. O dirigente, ex-aliado do PT preso no escândalo do mensalão, divulgou um vídeo na segunda com um convite público ao presidente, seus filhos e "fieis seguidores".

Depois do gesto, Flávio Bolsonaro foi ao Twitter para agradecer o convite, mas reforçar que continua conversando com o partido do ministro da Casa Civil.

"Agradeço o honroso convite de Valdemar para filiação ao PL! Sigo aguardando a decisão do Presidente @jairbolsonaro sobre nosso futuro partidário, que também pode passar pelo PP. Meu desejo é estarmos juntos, numa grande frente para continuar melhorando nosso país", escreveu o senador.

O presidente vem oscilando nas últimas semanas entre os dois partidos do centrão, PP e PL.

Eles fazem parte da base do governo e têm representantes no Palácio do Planalto: Nogueira, na Casa Civil, é presidente nacional do partido; e Flávia Arruda, da Secretaria de Governo, é presidente do PL no DF.
Uma das maiores preocupações de Bolsonaro hoje seria com o palanque em São Paulo.

No cenário em que se desenha de o presidente ir para o PP, a chapa poderia envolver o ex-governador tucano Geraldo Alckmin para governador, via PSD, e o ministro Tarcísio de Freitas (Infraestrutura) para o Senado.
A composição foi classificada como imbatível por defensores da ida do presidente ao partido de Arthur Lira.

Nos diretórios do Nordeste, havia uma resistência inicial à filiação de Bolsonaro ao PP, que participa de governos de oposição ao Planalto nos estados. Mas, segundo dirigentes da legenda, apenas um deputado se mantém contrário à filiação do presidente hoje.

Com isso, dirigentes do partido esperam chegar a 92 deputados na janela partidária em abril do ano que vem. Nas contas, há uma expectativa de filiar ainda mais de 25 congressistas da União Brasil -partido da fusão do PSL com o DEM.

Entretanto, para isso, é preciso que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) aprove o registro do novo partido.

Há quem defenda, no entorno do presidente, que o anúncio público de qual partido se filiará só ocorra quando a União Brasil for oficializada no tribunal, para poder fazer um grande ato.

A legislação eleitoral permite que congressistas deixem sua sigla, fora da janela partidária, sem perder o mandato, quando há fusão.

O maior temor de auxiliares palacianos, se for confirmada a filiação de Bolsonaro ao PP, é o afastamento do partido de Valdemar da Costa Neto do Planalto nas eleições do ano que vem.

As duas legendas consideram que só será possível fazer uma bancada forte no Congresso, em especial na Câmara, se o presidente estiver filiado ao partido.

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