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Calvário

Denúncia do Gaeco aponta esquema de empresas nas famílias Coutinho e Pahim para acobertar expansão atípica de patrimônio

Para embasar a denúncia, foram utilizadas análises do sigilo fiscal e bancário dos envolvidos, o que leva a perceber um expressivo aumento nas movimentações.

A expansão patrimonial foi detectada durante a gestão de Ricardo Coutinho como governador da Paraíba (Foto: Aline Lins/ClickPB)

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A denúncia protocolada na 6ª Vara Criminal pelo Gaeco contra Ricardo Coutinho, seus quatro irmãos e mais dois membros da família Pahim, nesta quarta-feira (01) apontam para indícios de um esquema de empresas para acobertar uma expansão atípica do patrimônio e proporcionar lavagem de dinheiro. De acordo com apuração do ClickPB, a denúncia apresenta as relações estreitas entre a família Coutinho e a família Pahim, envolvendo a criação de empresas e movimentações financeiras entre eles. A expansão patrimonial foi detectada durante a gestão de Ricardo Coutinho como governador da Paraíba.

Os denunciados são acusados dos crimes de lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores e falsidade ideológica. São investigados Ricardo Coutinho, Coriolano Coutinho, Viviane Coutinho, Valeria Coutinho, Raquel Coutinho, Denise Krummenauer Pahim, Breno Dornelles Pahim Filho e Breno Dornelles Pahim. Raquel Vieira Coutinho era esposa de Breno Dornelles Pahim Filho, sendo Denise Krummenauer Pahim irmã dele.

Para embasar a denúncia, foram utilizadas análises do sigilo fiscal e bancário dos envolvidos, o que leva a perceber um expressivo aumento nas movimentações. Também foram analisados Relatórios de Inteligência Financeira do COAF.

A denúncia destrincha uma série de transações entre membros da família Coutinho, como empréstimos, vendas entre si, investimentos em supostas propriedades dos irmãos, filhos e sobrinhos. Estas movimentações financeiras teriam como centro o ex-governador Ricardo Coutinho. O Gaeco aponta ainda para o fato de que a família Coutinho apresentou uma expansão de seu patrimônio considerada atípica e desproporcional durante o governo de Ricardo, destacando ainda sua origem humilde e considerando que é composta de forma massiva por servidores públicos.

Ainda foram identificados 'sócios-laranjas' figurando nos quadros das empresas criadas na colaboração entre as famílias. Estes 'laranjas' teriam como objetivo servir como resguardo para os demais integrantes da empresa criminosa, de acordo com a denúncia.

O Gaeco pede o confisco de R$ 3.376.268,31 a título de reparação de danos causados pela infração. Além disso, também pede a oitiva de testemunhas e aplicação de perda de cargo, função pública ou mandato eletivo dos réus, como efeito da condenação.

 A denúncia cita questões sobre sociedade em empresas, empreendimento imobiliário, aquisição de apartamentos em Fortaleza, investimentos em fazenda em Bananeiras, apreensão de moeda estrangeira, aquisição de animais bovinos, caprinos, equinos e ovinos e pagamento de alto valor envolvendo sociedade empresarial.

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