Novidade que vem por aí

A Rede Click vai trazer muitas novidades. Você vai poder enviar notícias através do VCnoClick, anunciar gratuitamente seus produtos e serviços no Click Classificados e concorrer a prêmios com o Click Vantagens.

Deixe seu contato e seja um dos primeiros a ser avisado quando a Rede Click entrar no ar!

Por favor insira um e-mail válido
Contato registrado com sucesso!

Política

Política - Últimas Notícias do Mundo Político | ClickPB ir para editoria →

Escândalo na PB

Fantástico detalha esquema de entrega de propinas a Wilson Santiago e prefeito de Uiraúna

De acordo com a Polícia Federal, George Barbosa passou a entregar propina a Wilson e Bosco após ter sido beneficiado em fraude licitatória na Prefeitura de Uiraúna.

O delegado da PF, Vitor Moraes Soares, falou que foram R$ 600 mil entregues no total a Bosco Fernandes e o R$ 1,2 milhão para o deputado Wilson Santiago. (Foto: Reprodução/TV Globo)

Por

O Fantástico mostrou que o delator George Barbosa gravou em vídeo as entregas de propina que ele disse em delação terem sido destinadas para o prefeito Bosco Fernandes, de Uiraúna, e para o deputado federal Wilson Santiago. A reportagem mostrou os bastidores da denúncia que culminou com a Operação Pés de Barro, a qual cumpriu em 21 de dezembro mandados de busca e apreensão no Congresso Nacional e nos endereços do PTB na Paraíba e do parlamentar. O prefeito foi preso e Wilson foi afastado do cargo.

De acordo com a Polícia Federal, George Barbosa passou a entregar propina a Wilson e Bosco após ter sido beneficiado em fraude licitatória na Prefeitura de Uiraúna. Parte do dinheiro da obra da Adutora Capivara era entregue aos dois políticos.

O delegado da PF, Vitor Moraes Soares, falou que foram R$ 600 mil entregues no total a Bosco Fernandes e R$ 1,2 milhão para o deputado Wilson Santiago.

O Fantástico da TV Globo exibiu gravação de um encontro entre Evani, assessora parlamentar de Wilson, e George, em um estacionamento de um supermercado em João Pessoa. Nessa data, George entregou R$ 50 mil a Evani. O empresário estava com um gravador de voz e registrou quando ela reclamou que faltavam R$ 100 mil para o prefeito Bosco Fernandes. A PF estava no estacionamento acompanhando a entrega. Evani levou o dinheiro para a sede do PTB em João Pessoa. Dois dias depois, ela recebeu mais R$ 50 mil. Ela foi presa por corrupção.

Segundo a reportagem, o acordo do grupo investigado era repassar 5% do valor da obra para o prefeito Bosco Fernandes e 10% para Wilson Santiago. O Fantástico mostrou ainda a situação difícil de moradores do Sertão sem a água que a adutora poderia estar armazenando para o abastecimento da região.

A defesa disse que Evani está a disposição da Justiça para provar a inocência e elucidar os fatos. O advogado Luís Henrique Machado, que defende Wilson Santiago, disse que o delator George Barbosa, quer apenas obter benefícios com a delação.

Os advogados de George disseram que ele decidiu colaborar com a Justiça para corrigir condutas ilícitas. Já a defesa do prefeito Bosco Fernandes se manifestará quando tiver acesso aos documentos.

O Ministério do Desenvolvimento Regional afirmou que somente vai liberar mais recursos para a obra da adutora, que está em fase final, após vistoria técnica da construção.

A Operação Pés de Barro, da Polícia Federal

Segundo a PF:

As investigações apuram pagamentos de vantagens ilícitas (“propina”) decorrentes do superfaturamento das obras de construção da “Adutora Capivara”, a qual se trata de um sistema adutor que deve se estender do município de São José do Rio do Peixe/PB ao município de Uiraúna/PB, no Sertão da Paraíba.

As obras contratadas, inicialmente, pelo montante de R$ 24.807.032,95 já teriam permitido, de acordo com as investigações, a distribuição de propinas no valor R$ 1.266.050,67.

O inquérito policial federal teve por base uma proposta de colaboração premiada, apresentada pela Polícia Federal e acolhida pelo Exmo. Ministro Relator no STF, cujos termos permanecem em sigilo.

Foi ainda determinada, pelo Poder Judiciário, a indisponibilidade de bens imóveis em nome dos investigados.

Tal medida tem por objetivo ressarcir os cofres públicos dos desvios apurados.

Os investigados deverão responder pelos crimes de peculato (art. 312 do Código Penal), lavagem de dinheiro (art. 1º da Lei 9.613/98), fraude licitatória (art. 90 da Lei 8.666/93) e formação de organização criminosa (art. 2º da Lei 12.850/2013).

Compartilhe:

Comentários (0)

Comentar

Destaque

ir para editoria →

Dinaldinho continua afastado da Prefeitura de Patos mesmo com arquivamento de processo no Ministério Público

Bolsonaro diz ser de 2015 vídeo que cita facada de 2018

Em meio a epidemia do Coronavírus, governadores do Nordeste adiam viagem à Europa

Presidente do PT na Paraíba diz que Bolsonaro cometeu crime de responsabilidade e convoca reação da sociedade