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MPF pede abertura de inquérito para investigar fogos de artifício contra o STF

O ataque ao STF ocorreu depois que o governo do Distrito Federal desmontou um acampamento de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, neste sábado (13).

A investigação tramitará sob sigilo e em regime de urgência. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil/Arquivo)

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Ministério Público Federal no Distrito Federal determinou neste domingo (14) a abertura de inquérito policial para investigar o lançamento de fogos de artifício contra o STF (Supremo Tribunal Federal) neste sábado (13).

Segundo a representação que solicita a investigação, os atos podem ser enquadrados nos crimes contra a honra, na Lei de Segurança Nacional, e ainda na Lei de Crimes Ambientais por envolver a sede do STF, que fica em área tombada como patrimônio histórico.

A investigação tramitará sob sigilo e em regime de urgência.

A procuradoria também pediu que seja realizada uma perícia no prédio da corte para verificar se houve danos e "resguardar provas", conforme informou a assessoria do MPF no Distrito Federal.

O ataque ao STF ocorreu depois que o governo do Distrito Federal desmontou um acampamento de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, neste sábado (13).

Por volta das 21h30, o grupo não identificado lançou fogos de artifício contra o prédio do STF, simulando um bombardeio.

No vídeo, divulgado em redes sociais, um homem profere insultos e menciona alguns nomes de ministros: Cármen Lúcia, Rosa Weber, Dias Toffoli, Ricardo Lewandovski e Gilmar Mendes.

O homem faz ameaças dizendo aos ministros: "Se preparem, Supremo dos bandidos, aqui é o povo que manda". Segundo a Polícia Militar do DF, um grupo de aproximadamente 30 pessoas realizou um culto na Praça dos Três Poderes e encerrou a cerimônia com fogos de artifício.


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