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Altar em homenagem à Nossa Senhora fica intacto em Cajuru, SP, em mata destruída por fogo

Devoto da santa, o serralheiro José Ali Rahal, de 63 anos, construiu o santuário em morro na zona rural há oito anos.

Fogo destruiu mata em Cajuru, mas não atingiu altar construído em homenagem à Nossa Senhora — (Foto: Chico Escolano/EPTV)

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O serralheiro José Ali Rahal, de 63 anos, nunca duvidou da fé em Nossa Senhora Aparecida. Esta semana, no entanto, o idoso testemunhou o que, para ele, é um milagre. Um incêndio destruiu quilômetros de mata em Cajuru (SP), onde ele vive, mas não atingiu o altar em homenagem à santa, construído por ele há oito anos em um morro na zona rural.

O fogo arrasou a vegetação, espantou os animais e chegou até o monte onde fica o altar de Zé Turco, como o idoso é conhecido na região. Mas as chamas chegaram a 20 centímetros do santuário e foram extintas.

Em meio ao cenário cinza de fuligem, o terço, o crucifixo, as flores de plástico e a fita do Senhor do Bonfim continuaram intactas. Para Zé Turco e outros fiéis de Cajuru, nada além de uma bênção divina explica o que ocorreu.

"Foi a mão de Deus. Ele rodeou o altar, queimou o cipó de fora a fora, mas não caiu nas folhas. O lugar que caiu foi apagado como se alguém chegasse com água e apagasse aquilo lá. Não tem explicação", diz.

Fé inabalável

A fé de Zé Turco é famosa entre os moradores de Cajuru, que o procuram com pedidos de bençãos na esperança de melhorar os ânimos e a saúde. Todos os anos, o idoso, que já teve um infarto, percorre cerca de 370 quilômetros a pé em direção a Aparecida do Norte (SP), acompanhado de familiares.

"Ponho uma mochila nas costas, pego uma garrafinha de água e um cajado. Às vezes, nós gastávamos 12 dias, 19 dias. Depende do trajeto", diz Zé Turco, que acredita que o esforço da trajetória é uma maneira de honrar Nossa Senhora Aparecida.

Em agosto, quando o fogo atingiu a região do altar, Zé Turco lembra de ter visto as chamas de casa. Pensou que estava tudo queimado, chamou o amigo Antônio, companheiro de mais de 50 anos de matas, e os dois seguiram a pé na intenção de reconstruir o altar.

Mas a poucos metros do local, eles viram o que custaram a acreditar. Tudo estava preservado. "Obrigado, senhor. Mais uma vez eu agradeço à Nossa Senhora", diz Zé Turco. "Aqui não pegou foto por milagre", afirma Antônio.

Apesar de ser recente, a história do santuário que sobreviveu ao fogo já se espalhou entre os moradores. Devota, a dona de casa Marcela Maria Honorato, que mora próximo à casa de Zé Turco e admira à fé do serralheiro, ficou impressionada com o que aconteceu.

"É um milagre. O seu Zé sempre vai lá, benze, reza, então aconteceu um milagre mesmo. Não pegou fogo por causa de Deus. Não tem outra explicação", diz.

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