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Guerra

Rússia diz que não houve acordo para visita do papa Francisco a Putin

Francisco disse querer "fazer um gesto claro para o mundo inteiro ver". O pontífice tem criticado a guerra russa e busca o fim do conflito.

O desejo de Francisco foi revelado em entrevista ao jornal italiano Corriere Della Sera (Foto: Reprodução)

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SÃO PAULO, SP (UOL-FOLHAPRESS) - O governo russo disse que não houve acerto para uma visita do papa Francisco ao presidente da Rússia, Vladimir Putin, em meio à guerra que promove na Ucrânia. Nesta terça (3), o desejo de Francisco foi revelado em entrevista ao jornal italiano Corriere Della Sera.

"Tais iniciativas são enviadas pelos serviços diplomáticos. Não há acordos sobre reuniões, e eles não foram alcançados", disse o porta-voz do governo russo, Dmitry Peskov, segundo a agência russa Tass.

Na entrevista, Francisco disse querer "fazer um gesto claro para o mundo inteiro ver". O pontífice tem criticado a guerra russa e busca o fim do conflito.

IGREJA ORTODOXA

Francisco também lembrou que, em março, conversou com o Patriarca Kirill, chefe da Igreja Ortodoxa Russa, por videochamada. "Falei com Kirill durante 40 minutos. Os vinte primeiros, com um cartão na mão, ele me leu todas as justificativas para a guerra", lembrou.

"Eu escutei e disse a ele: eu não entendo nada disso. Irmão, não somos clérigos de Estado, não podemos usar a linguagem da política, mas a de Jesus. Somos pastores do mesmo povo santo de Deus. Para isso devemos buscar caminhos de paz, para acabar com o fogo de armas". Na opinião do papa, Kirill "não pode se transformar no coroinha de Putin".

"Não se pode pensar que um Estado livre possa fazer guerra a outro Estado livre. Na Ucrânia, foram os outros que criaram o conflito", comentou o papa. Francisco ainda observou que "não há vontade suficiente para a paz". "A guerra é terrível e devemos gritar", disse. "Estou pessimista, mas devemos fazer todos os gestos possíveis para parar a guerra."

Hoje, a Igreja Ortodoxa criticou as falas de Francisco sobre Kirill. "É lamentável que um mês e meio após a conversa com o Patriarca Kirill, o papa Francisco tenha escolhido o tom errado para transmitir o conteúdo desta conversa. Tais declarações não devem contribuir para o estabelecimento de um diálogo construtivo entre católicos romanos e russos."

Os ortodoxos disseram que, na conversa com Francisco, Kirill "lembrou que, no final da era soviética, a Rússia recebeu a garantia de que a Otan [Organização do Tratado do Atlântico Norte] não se moveria um único centímetro para o leste". "No entanto, essa promessa foi quebrada", disse. "Como resultado, desenvolveu-se uma situação muito perigosa: as fronteiras da Otan estão a 130 quilômetros de São Petersburgo. O tempo de voo dos mísseis é de apenas alguns minutos. Se a Ucrânia fosse admitida na Otan, o tempo de voo para Moscou também seria de minutos. A Rússia não pode e não pode permitir que isso aconteça."

Segundo a Igreja Ortodoxa, ao final dessa conversa, Kirill disse que seu rebanho está dos dois lados do confronto.

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