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Anvisa aprova importação de remédios contra câncer para evitar desabastecimento

Mesmo com essa medida, porém, as instituições já passam por problemas para conciliar tratamentos e diagnósticos nas próximas semanas.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) (Foto: Reprodução)

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) — A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou, em reunião da Diretoria Colegiada, critérios para a importação de radiofármacos em virtude do risco de desabastecimento no país.

Alex Machado Campos, diretor da agência reguladora, explica que essas importações valem para 18 produtos. Até então eles eram providos predominantemente pelo Ipen (Instituto de pesquisas Energéticas e Nucleares).

A importação pode ser feita por agentes públicos e privados até o dia 31 de dezembro.
A decisão foi tomada após o desfalque na produção de radiofármacos gerado por um corte de verba federal no Ipen. A maior parte dos afetados são pacientes que fazem tratamento contra câncer.

"Um quadro desolador. Como se não bastasse a crise da Covid, que já impacta a vida dos hospitais, pacientes, estamos diante de uma situação extremamente grave. A iniciativa não dá solução ao que está ocorrendo, mas pode ser uma alternativa imediata para essa crise", disse o diretor da Anvisa.

A crise orçamentária que atinge o instituto, órgão vinculado ao MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação) e à CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear), estava prevista desde o dia 14 de setembro. Na data, foi enviado um ofício informando que haveria a paralisação da produção dos medicamentos a partir do dia 20.

Diante do cenário, o governo Jair Bolsonaro (sem partido), por meio do Ministério da Economia, liberou na quarta-feira (22) aproximadamente R$ 19 milhões para suprir a demanda de hospitais e clínicas.

Mesmo com essa medida, porém, as instituições já passam por problemas para conciliar tratamentos e diagnósticos nas próximas semanas. Hospitais brasileiros já planejam cancelar ou adiar procedimentos por causa dessa desfalque.

Além disso, o jornal Folha de S.Paulo apurou que o instituto terá condições de produzir novos radiofármacos somente até meados da segunda quinzena de outubro com o aporte emergencial de R$ 19 milhões. Caso um novo orçamento não seja liberado, a produção poderá parar outra vez, trazendo novos problemas para centros de saúde do país.

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