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Fezes de pacientes contaminados por Covid-19 não transmitem doença, diz pesquisador da UFPB

Novidades sobre o novo coronavírus serão apresentadas nesta quarta (15), em live no YouTube

Entre as descobertas recentes, por exemplo, está a de que as fezes de pacientes contaminados não podem acarretar a transmissão do vírus. A hipótese chegou a ser divulgada no início da pandemia (Foto: Reprodução)

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As informações mais recentes a respeito da Covid-19, mecanismos da infecção viral e a resposta imune desencadeada pelo SARS-CoV-2, além dos principais testes realizados atualmente no diagnóstico da doença, serão apresentados pelo pesquisador e professor de imunologia e virologia clínica do Departamento de Ciências Farmacêuticas da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) Juan Carlos Gonçalves, nesta quarta-feira (15), durante live no YouTube, às 19h30.

Com o nome “Aspectos Imunológicos e Diagnóstico do Covid-19”, a apresentação, promovida pelo Programa de Educação Tutorial de Farmácia (PET-Farmácia), coordenado pela professora Leônia Batista, é destinada ao público em geral, estudantes e profissionais de saúde e pretende ajudar a combater informações falsas sobre o coronavírus.

Entre as descobertas recentes, por exemplo, está a de que as fezes de pacientes contaminados não podem acarretar a transmissão do vírus. A hipótese chegou a ser divulgada no início da pandemia. Um estudo divulgado agora no mês de abril, pela revista Nature, no entanto, mostra que o vírus infeccioso não foi encontrado em amostras de fezes, apesar delas conterem uma alta concentração de RNA viral, ou seja, material genético do vírus, que não está na sua forma infectante.

Segundo o professor Juan Gonçalves, que também é pesquisador do Instituto de Pesquisa em Fármacos e Medicamentos (IpeFarM) da UFPB, “este estudo, apesar do pequeno número de participantes, poderá ajudar os órgãos de combate à pandemia a tomarem melhores decisões de como evitar a alta infectividade do SARS-CoV-2, principalmente entre os profissionais de saúde”.

“Ao final da live, o internauta terá acesso a informações científicas publicadas por artigos de relevância internacional, ajudando-o a lidar da melhor forma possível com a pandemia e, sobretudo, evitar o ‘mar’ de notícias falsas a respeito deste assunto que são compartilhadas diariamente”, adianta o pesquisador.

Ele afirma que essas informações falsas podem colocar em risco a saúde e a vida das pessoas. “Temos percebido a indicação, por exemplo, de remédios ‘milagrosos’, além de comentários acerca da baixa gravidade desta doença, tratando-a como uma mera ‘gripezinha’. Essas informações são bastante perigosas, pois levam a população a não tomar precauções adequadas e ajudam a aumentar a disseminação do vírus e provocar o colapso do nosso sistema de saúde”, alerta.

Vantagens e desvantagens de cada tipo de teste

Além do vírus em si e a sua forma de infecção, a resposta imune do organismo humano ao coronavírus e os testes para diagnóstico são outros pontos importantes da live. O professor de imunologia e virologia clínica Juan Gonçalves explica que, hoje, a Covid-19 é diagnosticada basicamente pelos testes moleculares (RT-PCR, em tempo real) e testes sorológicos (teste rápido).

“O objetivo é mostrar à população e aos acadêmicos como funcionam esses testes, o princípio, como acontecem as reações e o resultado falso positivo, falso negativo, qual o teste mais adequado”, explica.

De acordo com o professor, o teste rápido, por exemplo, depende da janela imunológica, que diz respeito ao período em que a pessoa começa a produzir os anticorpos, já que o teste detecta esses anticorpos.

Segundo ele, esse teste seria 100% efetivo após 14 dias de aparecerem os primeiros sintomas. “Se qualquer pessoa realiza isso em período anterior, falso negativo, digamos, com dois dias ou antes de aparecerem os sintomas, como ela está em um período anterior à sua janela imunológica, vai dar um resultado falso negativo”, esclarece Juan Gonçalves.

Quanto ao teste RT-PCR, conforme o professor, não é tão eficaz depois de passados 20 dias dos primeiros sintomas, pois é esperado resultado negativo. Esse exame conta a quantidade de vírus presente no corpo. Ele é mais adequado para os primeiros dias de infecção.

Segundo observa o pesquisador, o Brasil é um dos países que fazem menos testes no mundo. Ele afirma que isso aconteceu pela falta de investimentos em pesquisa e devido a cortes ocorridos nos últimos anos, desde 2014. Para Juan Gonçalves, em função disso, é provável que esteja havendo subnotificações de casos confirmados, tanto no Brasil como na Paraíba.

“A expectativa é que nessas próximas semanas, com a chegada dos testes importados pelo Brasil e a disponibilidade de outros laboratórios, como o Laboratório de Biologia Molecular do Centro de Ciências Médicas (CCM) da UFPB, que vai auxiliar o Laboratório Central de Saúde Pública da Paraíba (Lacen-PB), esses testes sejam feitos em maior quantidade e a gente consiga observar o número real de casos no nosso Estado”. O laboratório do CCM ficou pronto nesta segunda-feira (13) e começará a funcionar nesta quinta-feira (16).

Juan Gonçalves avalia que o Brasil não se preparou para a pandemia do novo coronavírus e isso mostra a importância de mais investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação, bem como no Sistema Único de Saúde (SUS).

“Carecemos de indústrias de Equipamentos de proteção individual (EPIs), insumos para testes e medicamentos para uso massivo. Felizmente o Ministério da Saúde tem mostrado um bom trabalho, fazendo o melhor que podemos com as ferramentas que nos disponibilizaram”.

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