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Pesquisadores da USP trabalham em vacina contra coronavírus

Pesquisa financiada pela Fapesp aposta em tecnologia diferente da empregada por iniciativas no exterior. Brasileiros têm a meta de fazer testes em animais nos próximos meses.

As partículas usadas na vacina são induzidas a carregar fragmentos do novo coronavírus e, assim, gerar uma resposta do corpo humano com segurança. (Foto: reprodução)

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Pesquisadores do Brasil estão desenvolvendo uma vacina contra o novo coronavírus (Sars-Cov-2), o vírus responsável pela doença Covid-19. O modelo é diferente do empregado em projetos por pesquisadores de outros países, e tem perspectiva de testes em animais nos próximos meses.

O projeto é liderado por cientistas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e pelo Laboratório de Imunologia do Instituto do Coração (Incor). A pesquisa é financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Gustavo Cabral é imunologista pela USP e pós-doutor pela Universidade Oxford, na Inglaterra, e na Universidade de Berna, na Suíça. Ele voltou ao Brasil faz menos de dois meses a convite de Jorge Kalil, diretor do laboratório do Incor.

“Voltei e realmente estou impressionado. O nosso laboratório não perde em nada para o de Oxford”, disse Cabral.

O grupo escolhido por Kalil e que trabalha com Cabral está arquitetando um modelo de vacina com base na plataforma Partículas Semelhantes ao Vírus (VLP, sigla em inglês). A estrutura viral do Sars-Cov-2 é utilizada sem o risco de duplicação do material genético (RNA).

As partículas usadas na vacina são induzidas a carregar fragmentos do novo coronavírus e, assim, gerar uma resposta do corpo humano com segurança.

“Nós pegamos a estrutura geral e incluímos nessa partícula outra partes do coronavírus. O corpo acha que é algo invasor, algo perigoso, e gera uma resposta imunológica”, explica o pesquisador, que também pesquisa estratégias para o chikungunuya e para as bactérias Streptococcus.
Os cientistas brasileiros acreditam que o modelo escolhido deverá ser mais eficiente do que o produzido em outros lugares que utilizam vacinas baseadas fundamentalmente em mRNAm (RNA mensageiro). De acordo com Cabral, esse modelo deve demorar mais tempo e leva em conta uma multiplicidade de fatores que faz com que muitas vezes a vacina obtida não seja eficaz.

Há desenvolvimento de vacinas em andamento nos Estados Unidos, na Alemanha, na Austrália e na China.

Testes em animais

Cabral elogia a iniciativa das pesquisadoras brasileiras em sequenciar em tempo recorde (48 horas) o código genético do Sars-Cov-2. Segundo ele, os estudos para criar uma vacina não seriam possível sem esse trabalho anterior. A equipe prevê que nos próximos meses sejam iniciados os testes em animais.

“Espero nos próximos meses fazer experimentos e, em cima disso, delinear novos modelos com o vírus. A gente vai precisar de pelo menos 6 meses e depois, em uma outra etapa, utilizar em humanos”.

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