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Coronavoucher

Golpe do auxílio emergencial já atingiu mais de 7 milhões de pessoas

A ação criminosa tem como principal veículo de disseminação as redes sociais e o mensageiro do Facebook para Android e iPhone (iOS).

O golpe do coronavoucher, que já é o maior deste ano, informa às vítimas que o auxílio estará disponível assim que o cadastro for finalizado (Foto: Reprodução)

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O golpe no WhatsApp que promete o Auxílio Emergencial do governo, conhecido como "coronavoucher", já fez mais de 7 milhões de vítimas, segundo relato da PSafe nesta segunda-feira (20). A ação criminosa, que é repassada pelas próprias vítimas como forma de concluir cadastro para o recebimento do falso auxílio, tem como principal veículo de disseminação as redes sociais e o mensageiro do Facebook para Android e iPhone (iOS).

O golpe do coronavoucher, que já é o maior deste ano, informa às vítimas que o auxílio estará disponível assim que o cadastro for finalizado, e chama atenção por mostrar certa veracidade nas perguntas feitas pelo site suspeito, que servem apenas de isca para roubar informações.

Ao clicar no link, o indivíduo é convidado a responder questões como "Você é beneficiário do Bolsa Família?" e "Você é autônomo?". Para completar a inscrição no falso benefício, é preciso compartilhar o link nas redes sociais — e é assim que os cibercriminosos conseguem fazer mais vítimas.

O diretor do dfndr lab Emílio Simoni informa que estes golpes "se aproveitam de ações reais que grandes empresas e o governo estão realizando para enfrentar o coronavírus, como a doação de álcool em gel e pagamento de benefícios à população".

No início do mês, com a divulgação do aplicativo do governo Caixa | Auxílio Emergencial para repasse dos pagamentos do benefício, foram encontrados diversos apps falsos na Play Store. A expectativa é que o número de ataques aumente nos próximos dias.

Segundo Simoni, "os prejuízos [derivados deste tipo de golpe] são principalmente financeiros, mas também é possível que ocorra o registro do celular [da vítima] em serviços pagos de SMS, roubo de credenciais de redes sociais e e-mail, ou a instalação de um aplicativo malicioso”. Simoni ainda explica que este tipo de golpe é baseado em adwares, em que o cibercriminoso lucra com a visualização de propaganda. Entretanto, é possível que este tipo de anúncio abra "brechas de segurança para ataques mais danosos".

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