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Grupo B38

Grupo bolsonarista no Telegram é desbloqueado e adota nova estratégia

Antes da primeira mensagem desta quinta, enviada às 19h29, consta um aviso de que as configurações do grupo foram alteradas por iniciativa do grupo para que as mensagens sejam excluídas após um dia.

Como mostrou o podcast Cabo Eleitoral, da Folha, o grupo B38 tem representantes pelo país, site e reúne uma militância organizada. (Foto: Reprodução/TecMundo)

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Uma das principais comunidades bolsonaristas no Telegram, o Grupo B38 foi desbloqueado da plataforma após permanecer alguns dias suspenso. As mensagens voltaram a circular no grupo na noite desta quinta-feira (12).
Com mais de 67 mil membros no momento, o grupo foi criado por militares da reserva do Recife para apoiar a campanha de Jair Bolsonaro (PL) em 2018.

Antes da primeira mensagem desta quinta, enviada às 19h29, consta um aviso de que as configurações do grupo foram alteradas por iniciativa do grupo para que as mensagens sejam excluídas após um dia.

"Cel. Koury definiu que as mensagens se excluam automaticamente após um dia". Um dos idealizadores da grupo é o coronel da Aeronáutica Marcos Koury.

Há ainda um hiato no histórico de mensagens da comunidade. Fora as publicações realizadas entre quinta e sexta-feira, as mais recentes datam de 16 de outubro, indicando que houve uma exclusão geral de mensagens.

A suspensão temporária do B38 pode ser lida como um sinal de mudanças na plataforma. Após a medida, a empresa também alterou suas regras de uso na página em português do Brasil, prevendo que passará a proibir atividades ilegais.

Entre os itens vetados agora está "abusar da plataforma pública do Telegram para participar de atividades reconhecidas como ilegais pela maioria dos países -como terrorismo e abuso infantil".

Até então, os termos de serviço do Telegram previam três casos em que o aplicativo não pode ser utilizado "para enviar spam ou praticar golpes em nossos usuários"; "promover a violência em canais públicos do Telegram, bots, etc." e "postar conteúdo pornográfico ilegal em canais públicos, bots, etc", parte deles também sofreu pequenas alterações de redação.

Como mostrou o podcast Cabo Eleitoral, da Folha, o grupo B38 tem representantes pelo país, site e reúne uma militância organizada.

No ano passado, integrantes do B38 afirmavam planejar carreatas em diversas cidades pelo país, para os atos de raiz golpista do 7 de Setembro, mobilizados pelo presidente, como mostrou reportagem da Folha de S.Paulo.

Ao longo desta semana, usuários que tentavam ingressar ou visualizar as mensagens do grupo, que é público, encontravam o aviso de que a empresa deu tempo aos moderadores para removerem mensagens após alguns usuários terem postado "conteúdo ilegal".

"Desculpe, este grupo foi temporariamente suspenso para dar tempo aos moderadores para limpeza, depois que alguns usuários postaram conteúdo ilegal. Nós vamos reabrir o grupo assim que a ordem for reestabelecida", diz o aviso, originalmente em inglês.

As alterações na plataforma, conhecida por ter pouca moderação, ocorrem após o Telegram ter entrado na mira do Judiciário brasileiro, especialmente devido ao risco de disseminação de notícias falsas que possam afetar as eleições deste ano.

Em março, a plataforma assumiu compromissos com o STF (Supremo Tribunal Federal), envolvendo moderação e combate à desinformação, mas até então não parecia ter atualizado suas regras públicas.

Além de cumprir as determinações do ministro Alexandre de Moraes, que envolviam a remoção de mensagem do canal oficial do presidente Jair Bolsonaro, a empresa afirmou ainda que passaria a realizar um monitoramento manual dos cem canais mais populares do país, diariamente.

Disse ainda que postagens poderiam ser marcadas como "imprecisas", a partir de parcerias com agências brasileiras de checagem e que quem divulgar fake news não poderá criar novos canais.


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